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I SÉRIE — NÚMERO 62

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Por isso, o Chega não desiste e traz a este Plenário um aumento estrutural de 1,5 % nas pensões, porque

os nossos pensionistas não são para tratar como lixo humano, são para tratar com a dignidade que têm. É isso

que queremos fazer e é disso que não desistiremos. E nunca aceitaremos um Orçamento que continue a

subsidiar bandidos e que não dê aos pensionistas o que merecem. É esse o caminho.

Aplausos do CH.

Protestos do L e contraprotestos do CH.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, no âmbito da discussão das propostas de

aditamento de um artigo 155.º-A, o Sr. Deputado Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda.

Continuação de protestos do L e de contraprotestos do CH.

Srs. Deputados à minha direita, permitam que agora haja a possibilidade de ouvir os Deputados aqui à

esquerda.

Tem a palavra, Sr. Deputado Fabian Figueiredo.

O Sr. Fabian Figueiredo (BE): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, os bombeiros sapadores intervêm quando

mais nenhuma força civil o pode fazer: nos desastres e catástrofes naturais, nos acidentes rodoviários,

ferroviários, nos incêndios, nas cheias, quando há derrame de matérias perigosas. Salvam vidas, as nossas

casas, as nossas instituições, o nosso território, as nossas empresas.

Por ser essa a sua missão, salvar vidas, chegam a viver menos 15 anos do que a média dos trabalhadores.

Por assim ser, o Parlamento deve reconhecer-lhes o estatuto de profissão de risco e de desgaste rápido,

reconhecer-lhes um subsídio, salário e carreiras justas, deve respeitá-los.

Por assim ser, temos a obrigação de resolver, em sede de discussão na especialidade, o que o Governo não

tem querido resolver nas negociações com os bombeiros sapadores.

Protestos do Deputado do CH Eliseu Neves.

Deixamos aqui um desafio: que haja uma maioria neste Parlamento para evitar que o Governo prossiga com

as provocações aos bombeiros sapadores. Eles merecem o nosso respeito.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Para apresentar a iniciativa 741-C, do CH, que adita um artigo 155.º-A — Acesso dos

antigos combatentes ao Hospital das Forças Armadas, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Pessanha.

O Sr. Pedro Pessanha (CH): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados, é com

profundo respeito e sentido de justiça que apresentamos esta proposta de aditamento à Lei do Orçamento do

Estado de 2025 que visa garantir o acesso dos antigos combatentes ao HFAR (Hospital das Forças Armadas).

Os antigos combatentes são homens que, em nome de Portugal, enfrentaram sacrifícios imensuráveis,

muitas vezes em condições de extremo risco e pondo até a vida em risco.

Hoje, deparam-se não apenas com os desafios da idade avançada, mas também com dificuldades de acesso

aos cuidados de saúde especializados e adequados às suas necessidades.

Ora, o nosso Serviço Nacional de Saúde não consegue responder de forma eficaz às especificidades

decorrentes da condição militar, como, por exemplo, será o caso de lesões físicas crónicas ou mesmo de

traumas psicológicos.

Já o HFAR, com os seus recursos específicos e experiência própria, encontra-se particularmente capacitado

para prestar os cuidados de saúde de que estes militares necessitam e que até este momento têm sido negados

a muitos deles.

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