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I SÉRIE — NÚMERO 62

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Muito bem. Então, sobre o artigo 1.º — Objeto, tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Núncio, do CDS-PP, que

dispõe de 34 segundos.

Vozes do CH: — Vai abdicar!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, o Deputado André Ventura afirmou hoje,

solenemente, que prescinde dos 5 % do vencimento.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Não é ele, são todos!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Esta Câmara, este Parlamento, o País inteiro fica à espera de que o

Sr. Deputado André Ventura e os restantes Deputados do Chega apresentem o pedido a prescindir dos 5 % do

vencimento.

Protestos do CH.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Mas não é para o CDS!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Caso contrário, o País inteiro fica a saber que a sua palavra, Sr. Deputado

André Ventura, não vale nada.

Aplausos do PSD.

O Sr. André Ventura (CH): — Pode ter a certeza!

O Sr. Presidente: — Agora vai usar da palavra o Sr. Deputado Bernardo Blanco, que precisa também de ser

ouvido.

Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Este já é outro artigo, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: — Estamos a seguir a ordem. É sobre o artigo 1.º — Objeto.

Faça favor.

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, vou aproveitar para mudar de tema e fazer

uma espécie de encerramento final deste debate na especialidade.

Quero agradecer, obviamente, a todos e dizer que acho que, para o próximo Orçamento, deveríamos

repensar, sobretudo, a submissão de propostas. Eu diria que a maioria das propostas nem sequer é digna de

Orçamento — perdoem-me! —, muitas delas são parágrafos sem qualquer tipo de impacto orçamental, que não

deveriam sequer ser aceites neste processo.

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Muito bem!

O Sr. Bernardo Blanco (IL): — Dão trabalho a toda a gente, desde os serviços aos Deputados, que perdem

tempo a analisar parágrafos que não têm qualquer tipo de impacto orçamental, não fazem parte do processo

orçamental.

Aplausos da IL e do Deputado do CDS-PP João Pinho de Almeida.

Por último, quero dizer que continuamos a ter esta visão de menos despesa pública, menos receita fiscal,

menos carga fiscal. Somos o único partido com essa visão, uma visão de menos desperdício na gestão do

Estado. Eu queria deixar aqui um número: no ano passado, nas auditorias da IGF (Inspeção-Geral de Finanças),

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