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6 DE DEZEMBRO DE 2024

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Entre 2005 e 2009, exerceria ainda funções como Deputada à Assembleia da República, dedicando o seu

trabalho parlamentar às causas pelas quais se batera ao longo da vida: a educação e a cultura.

Em 2005, em reconhecimento pelo seu combate pela construção da democracia, foi agraciada pelo

Presidente da República Jorge Sampaio com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.

Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, manifesta o seu pesar pelo desaparecimento

de Teresa Alegre Portugal e presta homenagem ao seu legado cívico e cultural, e endereça aos seus familiares

e amigos, ao Partido Socialista e ao Município de Coimbra as suas sentidas condolências.»

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba de ser lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Segue-se o Projeto de Voto n.º 445/XVI/1.ª (apresentado pelo PCP) — De pesar pelo falecimento de Celeste

Caeiro, encontrando-se familiares a assistir nas galerias.

Peço ao Sr. Secretário Jorge Paulo Oliveira o favor de o ler.

O Sr. Secretário (Jorge Paulo Oliveira): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, o projeto de voto é do seguinte teor:

«Em 15 de novembro de 2024 faleceu aos 91 anos, Celeste Caeiro, a mulher que, no dia 25 de Abril de 1974,

ao distribuir cravos aos militares do MFA (Movimento das Forças Armadas), num gesto com um extraordinário

simbolismo que foi um prenúncio da aliança, determinante na Revolução, entre o povo português e o Movimento

das Forças Armadas, fez com que a Revolução de Abril ficasse conhecida em todo o mundo como a “Revolução

dos Cravos”.

Celeste Martins Caeiro, nasceu em Lisboa a 2 de maio de 1933, oriunda de uma família humilde, e viveu

grande parte da sua vida em Lisboa. Enfrentou uma vida de dificuldades com perseverança. Mulher

trabalhadora, de fortes convicções, e militante comunista até ao fim da sua vida, a sua generosidade e

afabilidade ficará na memória de todos os que com ela conviveram.

No dia 25 de Abril de 1974, manhã cedo, Celeste Caeiro levantou-se para ir trabalhar num restaurante situado

em Lisboa, na Rua Braancamp. A casa fazia um ano nesse dia e comprou flores para oferecer aos clientes.

Como não abriu, devido às movimentações militares, os cravos foram distribuídos pelas trabalhadoras. Celeste

não foi para casa, juntou-se aos populares no Chiado e tendo sido informada por um dos soldados de que estava

em curso uma revolução, ofereceu-lhe um cravo que o militar colocou no cano da espingarda.

O resto da história é por demais conhecida. Celeste distribuiu todos os cravos pelos militares. Ficou

conhecida como a “Celeste dos cravos” e o 25 de Abril como a “Revolução dos Cravos”. Ficará para sempre

associada à história e memória do 25 de Abril e da liberdade no nosso País.

A Assembleia da República, reunida em plenário, em 22 de novembro de 2024, manifesta o seu pesar pelo

falecimento de Celeste Caeiro e expressa à sua filha, neta, demais familiares e ao Partido Comunista Português,

sentidas condolências.»

O Sr. Presidente: — Vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba de ser lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Aplausos do PSD, do PS, da IL, do BE, do PCP e do L, de pé, do CDS-PP e dos Deputados do CH Rita

Matias e Rui Paulo Sousa.

Passamos agora ao Projeto de Voto n.º 446/XVI/1.ª (apresentado pelo PS) — De pesar pelo falecimento de

Belmiro Moita da Costa.

Peço ao Sr. Deputado Pedro Coimbra, do PS, o favor de fazer a leitura.

O Sr. Pedro Coimbra (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o projeto de voto tem o seguinte teor:

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