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20 DE DEZEMBRO DE 2024

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O Sr. Presidente: — Sr.ª Deputada, já esgotou o tempo de 5 segundos que dei a mais. Sr.ª Deputada, já

acabou o tempo, repetiu a mesma frase com o tempo de que dispunha, o qual se esgotou.

Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Rui Cristina, do Chega. Dispõe de 1 minuto e

54 segundos.

O Sr. Rui Cristina (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: É ponto assente que há turistas estrangeiros,

sem qualquer ligação a Portugal, que vêm cá para usar indevidamente o SNS.

Vozes do CH: — Muito bem!

Protestos do L e de Deputados do PS.

O Sr. Rui Cristina (CH): — A esquerda unida tenta, mais uma vez, branquear a história, negar os dados,

mas não tem qualquer sorte, porque os profissionais de saúde, os gestores hospitalares e mesmo as reportagens

televisivas dizem o contrário.

O relatório da IGAS pode ter poucos dados, mas sabem de quem é a culpa? É de quem nos geriu durante

os últimos oito anos, que foi o Partido Socialista.

Aplausos do CH.

Os projetos do Chega propõem soluções concretas para estagnar esta hemorragia de acesso indevido ao

SNS. O Chega quer mais turistas em Portugal.

O Sr. Rui Tavares (L): — Turistas que não fiquem doentes!

O Sr. Rui Cristina (CH): — O Chega não quer é mais turistas oportunistas do SNS!

Aplausos do CH.

Protestos de Deputados do PS e do Deputado do L Rui Tavares.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Chegaste meia hora atrasado!

O Sr. Presidente: — Não tenho mais nenhuma inscrição. Então, vamos passar ao encerramento.

Para encerrar o debate, tem a palavra o Sr. Deputado André Ventura, que dispõe de 2 minutos e

57 segundos.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Este Parlamento dará hoje um primeiro passo

histórico;…

O Sr. Pedro Nuno Santos (PS): — É histórico! Não digas é que és cristão!

O Sr. André Ventura (CH): — … um primeiro passo para acabar não com o direito à saúde, mas com aqueles

que, em Portugal, tornaram a saúde não só um negócio deplorável, como de acesso universal a todos aqueles

que nunca pagaram 1 cêntimo para o nosso Serviço Nacional de Saúde.

«Não conhecemos os dados,…» — diz a esquerda — «… e, por isso, como não conhecemos, vamos estudar

e continuar a pagar.» É o velho raciocínio de «não sabemos quanto é que estamos a perder, mas continuaremos

a pagar estupidamente, porque assim começámos e assim o regime democrático nos vincou, durante os

próximos anos e durante as próximas décadas».

Não! Hoje o Parlamento porá fim — sim, Sr. Presidente, a palavra é esta mesmo — a uma imensa estupidez

criada pela esquerda, em Portugal, ao longo dos anos. A uma imensa estupidez!

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