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I SÉRIE — NÚMERO 80

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Protestos do Deputado do PS António Mendonça Mendes.

Com o facilitismo e a falta de controlo inerentes ao regime da manifestação de interesse, durante o anterior

Governo socialista, traficantes passaram por Portugal e por cá ficaram com o intuito de criar empresas fictícias

e de abrir contas bancárias.

Para além disso, assistimos à vinda de membros de um dos maiores grupos criminosos do Brasil, o PCC

(Primeiro Comando da Capital), que teria empresas de fachada em Lisboa e no Porto, negócios dos mais

variados, como restaurantes, construção civil e até relacionados com o futebol, para lavagem de dinheiro.

Como sabem, criminalidade gera mais criminalidade e ilegalidade gera mais ilegalidade, e é precisamente

este círculo vicioso que queremos quebrar, queremos romper, de modo que Portugal deixe de ser uma

incubadora de crime e um paraíso para o tráfico humano.

Aplausos do CH.

Entendemos que, de facto, é urgente tomar medidas que promovam o encerramento destas empresas de

fachada e agir no sentido de aumentar os meios e os mecanismos de fiscalização, administrativos, técnicos,

policiais, para acabar com estas empresas.

Srs. Deputados, agendas escondidas? Quem é que reconheceu agora a agenda do PS? Sabemos que Pedro

Nuno Santos reconheceu o falhanço tremendo da manifestação de interesse…

Vozes do CH e do CDS-PP: — Muito bem!

A Sr.ª Vanessa Barata (CH): — … e também defendeu uma imigração, vejam bem, ouçam bem, regulada!

Bem-vindos à realidade!

Aplausos do CH.

Quero perguntar ao Partido Socialista se, depois de tantos anos a governar, se sentem orgulhosos do

trabalho que fizeram, com este aumento exponencial do tráfico humano e o facto de reconhecidos grupos

criminosos internacionais criarem, instalarem e gerirem aqui as suas empresas para lavar dinheiro, para traficar

droga, para traficar pessoas e tudo o mais.

Aplausos do CH.

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Que respeitem os nossos costumes!

O Sr. Presidente (Diogo Pacheco de Amorim): — Entrou fora de tempo a inscrição para um pedido de

esclarecimento do Sr. Deputado António Filipe.

Tem a palavra, Sr. Deputado.

O Sr. António Filipe (PCP): — Sr. Presidente, inscrevi-me para uma intervenção.

O Sr. Presidente (Diogo Pacheco de Amorim): — Peço desculpa, tinha sido aqui anotado como um pedido

de esclarecimento.

Então, para responder aos dois pedidos de esclarecimento, tem a palavra o Sr. Deputado João Torres.

O Sr. João Torres (PS): — Sr. Presidente, agradeço as duas questões que me foram colocadas, que só vêm

dar razão à minha primeira intervenção.

Na prática, vários grupos parlamentares não querem discutir um projeto de resolução. Mas um bom princípio,

uma boa prática, quando se discute um diploma na Assembleia da República, é ler o diploma e, pelo menos,

fazer uma referência, nem que seja ligeira, a esse mesmo diploma.

Protestos da Deputada da IL Mariana Leitão e do Deputado do CDS-PP João Pinho de Almeida.

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