13 DE FEVEREIRO DE 2025
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O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Muito boa tarde, Sr.as e Srs. Deputados.
Penso que temos condições para dar início à nossa sessão plenária.
Eram 15 horas e 3 minutos.
Começo por solicitar aos Srs. Agentes da autoridade que abram as galerias, para que os cidadãos
presentes possam assistir aos trabalhos.
A nossa ordem do dia de hoje, fixada a requerimento da Iniciativa Liberal, consiste na discussão do Projeto
de Resolução n.º 570/XVI/1.ª (IL) — Recomenda ao Governo a disponibilização de dados sobre a
nacionalidade no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) e nas estatísticas da justiça, juntamente com,
na generalidade, os Projetos de Lei n.os 496/XVI/1.ª (IL) — Altera o regime jurídico de entrada, permanência,
saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, 497/XVI/1.ª (IL) — Alteração ao Código Penal –
Combate ao tráfico de seres humanos e 498/XVI/1.ª (IL) — Alteração ao Código Penal e com os Projetos de
Resolução n.os 636/XVI/1.ª (IL) — Pela criação de postos de trabalho das carreiras gerais nas forças de
segurança interna, 637/XVI/1.ª (IL) — Recomenda ao Governo a implementação das câmaras portáteis de uso
individual pelas forças de segurança e meios não letais e 638/XVI/1.ª (IL) — Recomenda ao Governo que
garanta mais policiamento de proximidade.
Pausa.
O Sr. Deputado não inscrito Miguel Arruda pede a palavra para uma interpelação à Mesa.
Tem 1 minuto, Sr. Deputado, faça favor.
O Sr. Miguel Arruda (Ninsc): — Boa tarde, Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados.
Verifico que não está, nas grelhas dos ecrãs, o meu nome, para poder proferir as minhas palavras. Assim
sendo, agradeço que sejam incluídos os tempos que terei durante o debate de hoje.
Muito obrigado.
O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Sr. Deputado, é um facto que, na grelha de tempos que está no
quadro — vamos-lhe chamar «quadro macro» —, ainda não está previsto tecnicamente o tempo do
Sr. Deputado não inscrito, mas tem, obviamente, o direito a usar da palavra no debate de hoje, e, quando fizer
essa inscrição, a intervenção será acompanhada pelo cronómetro. Portanto, no cronómetro será possível
contabilizar o seu tempo de intervenção, que será 1 minuto, embora não esteja na grelha acumulada com os
tempos dos grupos parlamentares e das representações de partidos.
Mas o Sr. Deputado tem, obviamente, esse direito de intervenção, e isso será tido em conta.
O Sr. Miguel Arruda (Ninsc): — Muito obrigado, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — De nada.
Sr. Deputado Pedro Delgado Alves, pede a palavra também para uma interpelação à Mesa?
O Sr. Pedro Delgado Alves (PS): — Sim, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Tem 1 minuto, Sr. Deputado.
O Sr. Pedro Delgado Alves (PS): — Sr. Presidente, infelizmente, a Assembleia da República debate-se
hoje com um problema que não teve, durante 50 anos, em democracia.
O discurso injurioso, no Plenário, nos corredores, nas publicações oficiais, visando Deputados, a instituição
e terceiros, é uma realidade com a qual temos hoje de lidar. E temos muitas dúvidas sobre como lidar com
isto, ou seja, se devemos ignorar, precisamente para não dar ao infrator das regras da cordialidade o benefício
de se continuar a falar sobre o assunto que, difamatoriamente e injuriosamente, coloca em cima da mesa, ou
se, de facto, temos uma obrigação e um dever de denunciar.