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7 DE MARÇO DE 2025

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A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Portugal tem vivido um fenómeno curioso, o tempo congelado. Mas não falo dos 6 anos, 6 meses e 23 dias que a FENPROF reclama, falo da

verdadeira cristalização do nosso ensino. Um sistema educativo parado no tempo, preso a um sindicalismo que

o condena à estagnação.

Protestos do Deputado do PCP Alfredo Maia.

A FENPROF, de forma extemporânea, vem apelar ao descongelamento do tempo de serviço. Mas onde é

que está a sua preocupação com a qualidade do ensino? Durante décadas, este sindicato travou todas as

reformas que poderiam modernizar a educação.

Protestos do Deputado do PCP Alfredo Maia.

Meritocracia, avaliação dos professores, diferenciação de desempenho? É tudo impossível, para a

FENPROF.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — É a doutrina comunista: terra queimada!

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Enquanto os professores se queixam da burocracia sufocante e de condições ultrapassadas, a FENPROF mantém-se fiel ao seu único objetivo: preservar o status quo, garantindo a sua

sobrevivência.

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Muito bem!

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Os alunos do século XXI continuam a ser ensinados por professores do século XX, com modelos do século XIX, porque qualquer tentativa de mudança é imediatamente bloqueada pelo

sindicalismo fossilizado.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Modelo marxista!

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Exigem a recuperação do tempo congelado, mas não se preocupam com a recuperação dos anos de ensino perdidos com greves e bloqueios a reformas.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Leninismo!

A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — A FENPROF não luta por uma educação de qualidade, mas, sim, pela manutenção de privilégios adquiridos, independentemente do impacto que isso tenha nas próximas gerações.

Faltam professores? Sim, porque a profissão se tornou pouco atrativa. Mas a solução não passa apenas

pelos salários, passa por um sistema que valorize o mérito,…

Protestos do Deputado do BE Fabian Figueiredo.

… que dê liberdade às escolas para contratarem os melhores e que liberte os professores de uma camisa

de forças imposta por um sindicalismo que só sabe dizer «não».

Portugal não precisa apenas de descongelar a contagem do tempo de serviço, precisa de descongelar a

educação, libertá-la das amarras de um sindicalismo retrógrado e de permitir que avance, finalmente, para o

século XXI.

Aplausos da IL.

O Sr. Presidente: — Agora não tenho mais anúncios a fazer, nomeadamente de quem assiste aos nossos trabalhos, e também não tenho inscrições.

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