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27 DE JUNHO DE 2025

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sociedade, de definir o que é essencial e o que é acessório, e o que é essencial é, de facto, termos horários

saudáveis, cidades com comércio local, cidades com vida nas nossas ruas.

Para isso, esta discussão tem de ser tida muito a sério. Temos de discutir a sério a concorrência entre

grandes superfícies e comércio local; temos de discutir horários de trabalho; temos de discutir horários de

abertura.

Faz todo o sentido discutirmos, sim, se faz sentido as grandes superfícies estarem abertas ao domingo. É

certo que há muitas pessoas que usam o domingo porque, na verdade, trabalham seis dias por semana e esse

é o dia para fazerem as suas compras, mas essa é uma discussão que faz sentido termos.

O Sr. Jorge Pinto (L): — Muito bem!

A Sr.ª Isabel Mendes Lopes (L): — Também faz todo o sentido discutirmos se faz sentido haver lojas que não são essenciais abertas além das 22 horas e irmos comprar, por exemplo, uns ténis às 22 horas e 30 minutos.

É uma discussão que faz sentido ter e por isso é que não percebo porque é que há tanta rejeição nesta proposta,

porque podíamos ter esta discussão em especialidade.

O Sr. Paulo Muacho (L): — Muito bem!

A Sr.ª Isabel Mendes Lopes (L): — Por isso, vamos votar a favor deste projeto de lei que vem dos cidadãos e vamos continuar a trabalhar na apresentação de propostas sobre trabalho saudável, sobre o direito ao tempo

e sobre a proteção dos direitos das pessoas, das famílias e das crianças, em que o tempo em família é

absolutamente essencial aqui.

Aplausos do L.

Protestos do Deputado do CH Ricardo Dias Pinto.

A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Inscreveu-se, para uma intervenção, o Sr. Deputado Alfredo Maia, do Grupo Parlamentar do PCP, que tem 14 segundos. Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Alfredo Maia (PCP): — Sr.ª Presidente e Srs. Deputados: A direita e o PS confessaram ao que vêm e quem defendem. Sempre com falinhas mansas em relação aos trabalhadores, mas está à vista os interesses

aos quais estão subjugados.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Destruição de postos de trabalho!

O Sr. Alfredo Maia (PCP): — Sim, esta luta é também um combate ideológico.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — É isso!

O Sr. Alfredo Maia (PCP): — E é um combate ideológico em relação ao qual a direita nem sequer esconde a mão, mesmo quando vem invocar…

Por ter excedido o tempo de intervenção, o microfone do orador foi automaticamente desligado.

Aplausos do PCP.

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Foram os grandes interesses!

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Perdeu-se a olhar para a direita!

O Sr. Filipe Melo (CH): — Ó Alfredo, esse livro que estavas a ler é de Karl Marx?

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