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I SÉRIE — NÚMERO 5

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O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — … quer liderar uma comissão parlamentar de inquérito? Srs. Deputados, onde é que estavam quando se fecharam as centrais de Sines e do Pego?

O Sr. Jorge Pinto (L): — O que é que uma coisa tem a ver com a outra?!

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Estavam ao lado dos que defendem os dogmas fundamentalistas.

Aplausos do CH.

Onde é que estavam quando o Chega alertava que íamos ficar dependentes de Espanha? Estavam ao lado

dos terroristas climáticos, aqueles que vocês defendem.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

Protestos do Deputado da IL Jorge Miguel Teixeira.

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — E onde é que estavam quando se demonizava o nuclear, a produção firme e a redundância da produção energética? Estavam contra a ciência e ao lado daqueles que

querem sacrificar o bem dos portugueses.

Por isso, digo-vos na cara que esta CPI é uma farsa!

Vozes do CH: — Muito bem!

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — É uma farsa porque querem tentar branquear o vosso peso na consciência sobre este apagão que está todo — mas todo! — nas políticas verdes energéticas da esquerda.

Aplausos do CH.

O Chega está aqui para combater o lóbi climático e a histeria ambientalista que os senhores representam, e

esta CPI não é mais do que isto.

Portugal não pode ser um país de consumidores dependentes. Tem de ser uma Nação soberana e produtora.

Aplausos do CH.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Filipe Sousa, do JPP, que dispõe de 1 minuto.

O Sr. Filipe Sousa (JPP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Vou tentar, em 60 segundos, transmitir a minha opinião relativamente ao apagão de abril último.

É verdade que estamos perante um elefante dentro de uma sala em que muitos responsáveis políticos deste

País procuram uma saída sem dar por esse elefante nessa mesma sala. Acho que todos temos de encarar isto

com seriedade.

Passo a ler as declarações de um técnico que ainda ontem me transmitiu a ideia seguinte: «O erro não é

usar renováveis. O erro é não garantir as condições técnicas mínimas para que essas fontes funcionem de forma

segura, coordenada e estável com a rede elétrica existente. E foi isso que não aconteceu.»

Muito sinceramente, acho que esta comissão de inquérito serviria — e tenho esperança de que irá servir —

para que pudéssemos identificar as falhas e prevenir eventos semelhantes no futuro, de modo que não voltem

a acontecer mais apagões do género. Esta é a minha posição, por isso irei viabilizar esta comissão de inquérito.

Aplausos do L.

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