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I SÉRIE — NÚMERO 6

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do Algarve e do centro oncológico de referência do Sul, 63/XVII/1.ª (PAN) — Pela construção do novo Hospital

Central do Algarve e do centro oncológico do Algarve, 65/XVII/1.ª (BE) — Recomenda ao Governo que

desencadeie as ações necessárias para a rápida construção do Hospital Central do Algarve, 67/XVII/1.ª (PS) —

Pela urgente construção do novo Hospital Central do Algarve e 70/XVII/1.ª (PSD) — Recomenda ao Governo a

construção de um novo Hospital Central do Algarve.

Para uma primeira intervenção, dou a palavra ao Sr. Deputado João Graça, do Chega, que dispõe de

3 minutos e 30 segundos.

O Sr. João Paulo Graça (CH): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O Chega, desde o seu início,

considera a construção do Hospital Central do Algarve uma das principais prioridades na construção de novas

unidades hospitalares.

Neste sentido, submetemos uma iniciativa que visa recomendar ao Governo o efetivo lançamento do

concurso para a construção do hospital.

O Algarve sofre de falta de profissionais de saúde, bem como de falta de infraestruturas que consigam dar

resposta aos nossos e aos que nos visitam de todo o mundo.

Sr.as e Srs. Deputados, o Algarve tem sido esquecido nesta Casa e só voltou a ser alvo de preocupação

depois de o Chega se tornar o maior partido da região. Uma coisa é certa: sempre que a sociedade civil manifesta

o seu descontentamento através de uma petição, é sinal de que a classe política falhou previamente. Tanto

falhou que o Sr. Deputado Cristóvão Norte teve de implorar assinaturas para sobreviver politicamente enquanto

os algarvios estavam desesperados.

Mas vamos, então, à cronologia dos factos: em 2003, o Hospital Central do Algarve foi considerado

infraestrutura fundamental por todos os partidos, Deputados, autarcas, ordens, sindicatos, entre outros; em

2005, a sua construção foi classificada em segundo lugar como prioridade nacional de novas unidades

hospitalares; em 2007, era Primeiro-Ministro José Sócrates, foi aprovado o perfil assistencial e a dimensão do

referido hospital; em 2011, o Governo PSD/CDS suspendeu os hospitais previstos;…

Protestos do Deputado do CDS-PP Paulo Núncio.

… em 2017, o Ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, do Partido Socialista, remeteu para 2019 a

construção do referido hospital, o que nunca mais aconteceu, mesmo tendo sido incluído no Orçamento do

Estado, lei essa que não foi cumprida.

A eterna promessa do hospital do Algarve é uma vergonha! É uma vergonha para o PS e para o PSD nos

últimos 23 anos.

Os algarvios assinaram a petição face ao desespero causado pelo esquecimento a que a 3.ª República os

condenou. Mas a melhor petição que o Algarve fez foi nas legislativas de 2025, em que os algarvios deram

78 168 votos ao Chega, 33,9 %, uma das maiores votações que, alguma vez, um partido político conseguiu nas

legislativas no Algarve.

Aplausos do CH.

Mas vamos aos programas apresentados recentemente pelo Chega e pela AD: o Chega diz «avançar com a

construção»; a AD diz «concretizar». Srs. Deputados, avançar é já; concretizar é tornar real, tornar real uma

fantasia. Os algarvios não querem ver tornadas reais fantasias; os algarvios querem que o dinheiro dos seus

impostos seja aplicado na região para criar condições condignas à vida e ao dia a dia.

Sr.as e Srs. Deputados, os algarvios não querem mais nenhuma primeira pedra, mas, sim, todas as pedras

necessárias para que o Hospital Central do Algarve seja uma realidade.

Algarvios, aqui fica a nossa promessa: se a AD não construir o hospital, essa será uma das nossas primeiras

obras no próximo Governo, e esse Governo será do Chega.

Aplausos do CH.

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