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28 DE JUNHO DE 2025

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O Sr. Pedro Pinto (CH): — Também não serve para nada!…

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Este debate podia ser sobre a má gestão do dinheiro público, sobre promessas

não cumpridas durante 23 anos, sobre como se abandonam territórios e pessoas ou sobre como crescem os

populismos. Mas, como não tenho o tempo que demorou a construir o hospital que ainda não existe, vou focar-

me nesse absurdo que é ainda não haver o novo Hospital Central do Algarve.

Em 2002, no Governo de Durão Barroso, começou e era considerado uma prioridade. No ano seguinte, foi

aprovada a escolha dos terrenos. Em 2006, veio um grupo de trabalho. Em 2008, Ana Jorge e José Sócrates

anunciaram que entraria em pleno funcionamento em 2013 e que era uma prioridade. Depois, até estava quase,

mas veio o garrote do Memorando da troica, assinado pelo Partido Socialista,…

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Ah! Vá lá!

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — … e o Primeiro-Ministro teve de dizer: «Não podemos ter prioridades para as

quais não há financiamento.»

Em 2016, António Costa também dizia que não era uma prioridade então, até que, em 2020, Marta Temido

voltava a falar da necessidade de avançar.

E agora, até que decidam construir o novo hospital do Algarve, para servir as populações permanentes e

sazonais, que permita atrair mais profissionais, com milhares de instalações, ou que sirva, finalmente, de apoio

à Faculdade de Medicina do Algarve, sabem o que é que vai acontecer nesse dia ou o que já acontece? Tal

como a Iniciativa Liberal defende, o mercado resolve e vai resolvendo: temos o Hospital Particular do Algarve,

em Gambelas, inaugurado em 2009; o Hospital Lusíadas Albufeira, inaugurado em 2012; o Hospital Lusíadas

Vilamoura, em funcionamento desde o ano passado; o Hospital de Loulé, aberto em 2011, entre outros, como o

Hospital São Camilo, em Portimão.

Onde o Estado falhou, mais uma vez, o privado disponibilizou serviços que satisfazem as necessidades.

Srs. Deputados, talvez esteja na hora de se deixarem de dogmas e perceberem que, em vez de um Serviço

Nacional de Saúde, é mesmo preciso um sistema universal de acesso à saúde, porque não importa a natureza

jurídica do prestador de serviço,…

O Sr. Pedro Vaz (PS): — Importa!

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — … importa, sim, que as pessoas possam ter cuidados de saúde.

E assistimos hoje, apresentados por quase todos os partidos, a projetos de resolução — são sete —,

inclusive, vejam só, do Partido Socialista, que governou 15 destes 23 anos e tem esta história. No Algarve há o

Sotavento e o Barlavento; aqui temos o catavento.

Aplausos da IL e do CDS-PP.

Protestos da Deputada do PS Marina Gonçalves.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Filipe Sousa, do JPP. Tem 1 minuto.

O Sr. FilipeSousa (JPP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Um cumprimento muito especial aos

autores desta petição. Muito sinceramente, quero dizer, nestes curtos 60 segundos, que reconheço que há aqui

um falhanço tremendo dos sucessivos Governos da República, porque já se fala da construção deste hospital

há mais de 20 anos.

E lanço para debate e para reflexão, a todos os Deputados, a importância da regionalização.

Eu, como ilhéu, como insular que sou e eleito pelo círculo da Madeira, dou muita importância aos valores

autonómicos. Acho que nesta Sessão Legislativa devemos encarar o processo de regionalização como deve

ser, porque, acima de tudo, o poder reivindicativo dessas regiões será, seguramente, uma solução para

desencadear e alertar as consciências dos nossos governantes para, de uma vez por todas, resolver esses

problemas estruturais que afligem as diferentes regiões do País.

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