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I SÉRIE — NÚMERO 9

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Primeiro, começamos por votar o Projeto de Voto n.º 39/XVII/1.ª (CH) — De pesar pela morte de Teresa

Cupertino de Miranda, pioneira do automobilismo feminino português, que vai ser lido pelo Sr. Secretário Gabriel

Ribeiro.

O Sr. Secretário (Gabriel Mithá Ribeiro): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, o projeto de voto é do seguinte

teor:

«No passado dia 30 de junho, Portugal perdeu uma figura marcante do desporto motorizado nacional. Teresa

Cupertino de Miranda, a primeira mulher portuguesa a competir no Rali Dakar, faleceu aos 78 anos.

Teresa Cupertino de Miranda destacou-se como uma portuguesa corajosa e determinada. Em 1991, entrou

para a história ao participar no mítico Rali Paris-Dakar, ao volante de um Nissan Patrol, preparado em Portugal.

Fê-lo com uma perseverança e coragem inabaláveis, simbolizando a ousadia em romper barreiras.

O seu envolvimento com o desporto motorizado foi mais do que uma paixão: foi uma afirmação de

independência e competência. Destacamos ainda a sua “visão, coragem e paixão” como fulcrais para que outras

pilotos surgissem no panorama do todo-o-terreno.

O seu legado, não só enquanto desportista, mas também enquanto promotora do desporto automóvel, deixa

marcas profundas numa geração de atletas e apaixonados pelos ralis. A sua morte representa uma perda

irreparável para a comunidade desportiva portuguesa.

Assim, reunida em sessão plenária, a Assembleia da República exprime o seu mais sentido pesar pelo

falecimento de Teresa Cupertino de Miranda, figura ímpar do automobilismo nacional, e endereça sentidas

condolências aos seus familiares, amigos e à comunidade do desporto motorizado português.»

O Sr. Presidente (Diogo Pacheco de Amorim): — Passamos à leitura do segundo voto de pesar, o Projeto

de Voto n.º 43/XVII/1.ª (PAR) — De pesar pela morte do futebolista Diogo Jota e de André Silva…

O Sr. Deputado Hugo Soares pede a palavra para que efeito?

O Sr. Hugo Soares (PSD): — Sr. Presidente, para uma interpelação à Mesa sobre a condução dos trabalhos.

Creio que o Sr. Presidente se terá esquecido de colocar à votação o projeto de voto de pesar que foi acabado

de ler.

O Sr. Presidente (Diogo Pacheco de Amorim): — Tem toda a razão, Sr. Deputado. Vamos então votar a

parte deliberativa do projeto de voto que acabou de ser lido.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Passamos agora à leitura do segundo voto de pesar, o Projeto de Voto n.º 43/XVII/1.ª (apresentado pelo PAR

e subscrito pelo CH e por uma Deputada do PS) — De pesar pela morte do futebolista Diogo Jota e do seu irmão

André Silva, que vai ser lido pela Sr.ª Secretária Germana Rocha.

A Sr.ª Secretária (Germana Rocha): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, passo a ler o projeto de voto:

«Faleceram, a 3 de julho de 2025, o futebolista português Diogo José Teixeira da Silva (Diogo Jota) e o seu

irmão, André Filipe Teixeira da Silva, também ele futebolista, num trágico acidente de viação.

Nascido em Massarelos, no concelho do Porto, a 4 de dezembro de 1996, Diogo Jota iniciou a sua carreira

desportiva nas camadas juvenis do Gondomar. Integrou o plantel do Paços de Ferreira e, mais tarde, vestiu as

cores do Futebol Clube do Porto. Jogava, desde 2017, na Liga Inglesa, primeiro pelo Wolverhampton e, nos

últimos cinco anos, pelo Liverpool.

Ao serviço da Seleção Portuguesa de Futebol, registou 14 golos marcados e 49 internacionalizações.

Disputou os campeonatos europeus de 2020 e 2024 e várias edições da Liga das Nações, tendo integrado a

equipa que venceu a Liga das Nações em 2018/19 e, novamente, em 2024/25.

Diogo Jota pertencia a uma geração de atletas que tem contribuído para elevar o futebol português a um

novo patamar de excelência técnica e de trabalho coletivo. O testemunho dos seus companheiros de equipa e

daqueles que com ele trabalharam dá nota dos valores humanos e do espírito de fairplay que pautavam a sua

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