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I SÉRIE — NÚMERO 12

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dizer aos eventuais compradores «comprem-nos, nós temos pressa em vender»? Naquilo que diz respeito ao

Livre, não contarão connosco para essa tentativa de vender uma empresa que é essencial para Portugal.

O Sr. Filipe Melo (CH): — Fortíssimo!

O Sr. Jorge Pinto (L): — Mas nós tínhamos aqui duas possibilidades: ou este caminho fácil de lavar as mãos, de vender a TAP e esquecer essa questão ou sermos ambiciosos, termos um Governo que toma a TAP com as

suas mãos e faz dela uma companhia de topo mundial no que diz respeito à segurança — já o é, felizmente —,

mas também aos seus serviços, à transição ecológica, à inovação em novas formas de voo, elétricas, com

baterias, combustíveis sustentáveis, como por exemplo hidrogénio verde e combustíveis sintéticos, para os

quais, aliás, já existe até um mandato europeu com obrigações já a partir de 2030.

Protestos do Deputado do CDS-PP João Pinho de Almeida.

Porque é que o Governo português, podendo estar no topo da agenda mundial, podendo ter a TAP como

grande exemplo mundial de inovação, prefere seguir o caminho mais simples?

Uma vez mais, não contarão com o Livre para as soluções fáceis, contarão connosco sempre para as

soluções ambiciosas.

Protestos do Deputado do CH Filipe Melo.

Ontem, nesta Câmara, falávamos de investimentos em defesa. Falou-se muito na necessidade de criar

ecossistemas, de apoiar a indústria portuguesa, de apoiar até as novas indústrias inovadoras.

O Sr. Filipe Melo (CH): — Ecossistemas?!

O Sr. Jorge Pinto (L): — Porque é que hoje não é esse o grande centro deste debate? Porque é que hoje não dizemos que a grande aposta do Governo deveria ter sido manter a TAP pública e, com isso, criar um

ecossistema de inovação no que diz respeito à aviação,…

O Sr. Paulo Muacho (L): — Muito bem!

O Sr. Jorge Pinto (L): — … no que diz respeito a novas políticas de mobilidade, no que diz respeito a políticas de sustentabilidade e de integração da aviação em políticas como as da ferrovia?

Olhemos para os números: mais de 20 % dos voos que saem de Lisboa diariamente são para destinos

ibéricos. Isto não é sustentável.

Portanto, aquilo que gostaríamos de ter visto, por parte do Governo, era a coragem de dizer «queremos uma

TAP pública, não para fazer o mesmo que outros fazem, mas para fazer algo novo que nunca até hoje foi feito».

Isso sim seria inovar, isso sim seria ser corajoso.

Risos do Deputado do CH Filipe Melo.

Vender um ativo português que dá lucro, vender um ativo português essencial para a nossa economia não é

coragem, é simplismo, é seguir o caminho mais fácil. Uma vez mais, não contarão com o Livre para isso.

Aplausos do L.

O Sr. Filipe Melo (CH): — Não contamos com o Livre para nada!

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Mariana Mortágua. Dispõe de 1 minuto.

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