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I SÉRIE — NÚMERO 12

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Protestos de Deputados do CH.

… entre podermos fazer o que queremos e fazermos aquilo que é justo.

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — És um comunista!

O Sr. Jorge Pinto (L): — Nós temos aqui uma oportunidade de defender aquilo que é justo, porque hoje a Palestina é o coração da humanidade.

Protestos de Deputados do CH.

Por favor, não deixemos que pare de bater.

Aplausos do L, de pé, do PCP, do BE, do PAN e de Deputados do PS.

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, acho que temos aqui uma boa oportunidade para darmos um exemplo ao mundo de que somos capazes de tratar um problema complexo — se fosse simples já estava resolvido —

com aquelas que devem ser as armas em democracia: com as nossas ideias e tentando convencer os outros

de que as nossas são as que merecem vencimento. Assim daremos um bom exemplo e contribuiremos para as

soluções de harmonia e de paz.

Tem agora a palavra o Sr. Deputado Ricardo Dias Pinto, do Chega, que, para uma intervenção, dispõe de

4 minutos e 6 segundos.

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Pode ser que aprendam qualquer coisa!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Plasmadas nos projetos de resolução das esquerdas e do Chega estão duas visões inconciliáveis da política externa portuguesa. A das esquerdas

tem na diplomacia um palco de exibicionismo ideológico e de aproveitamento político.

Vozes do CH: — Muito bem!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — A do Chega, um exercício de realismo e de pragmatismo. Os partidos da extrema-esquerda exigem a independência da Palestina, mas nenhum esclarece a Câmara

quanto ao impacto concreto dessa decisão.

Libertaria o Hamas as dezenas de reféns israelitas?

Vozes do CH: — Muito bem!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — Cessaria milagrosamente a guerra? Deporia o Hamas as armas? Despontaria a paz no Médio Oriente e no mundo?

Fosse assim e estaríamos mais perto de aceitar o reconhecimento. Porém, não é.

Ao moralismo performativo da extrema-esquerda, responde o Chega com prudência e realismo.

Vozes do CH: — Muito bem!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — Se, hoje mesmo, Lisboa reconhecesse a Palestina, como pede a esquerda, reconheceria quem e o quê? Reconheceria o Governo da Fatah, em Ramallah, que não realiza

eleições há 20 anos? Ou o Hamas, que venceu as eleições em 2006, mas que todo o mundo civilizado reconhece

como uma organização terrorista, responsável pelo massacre genocida que espoletou esta guerra, a 7 de

outubro de 2023?

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