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12 DE JULHO DE 2025

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O Sr. Marcus Santos (CH): — Muito bem!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — A esquerda quer reconhecer a Palestina, mas não diz que Palestina é essa, de que legitimidade se revestem as suas instituições, que território corresponde a essa Palestina ou quais

as suas fronteiras.

Aplausos do CH.

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Ah! Então legítimo é o genocídio! Isso é que é legítimo?

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — É que as fronteiras de 1967, certamente, não serão, porque reconhecê-las significaria a expulsão de quase 1 milhão de pessoas das suas casas.

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Que ocuparam ilegalmente!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — Nem Israel nem nenhum Estado humanista e democrático aceitaria tais condições, hoje em dia.

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Ocuparam ilegalmente!

Vozes do CH: — Chiu!

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Ocupas!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — Aceitariam, provavelmente, a Venezuela ou, certamente, o Irão, esse Estado promotor do terrorismo e redutor da mulher,…

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — Era matá-los a todos?!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — … a quem os partidos da esquerda parecem querer fazer um favor.

Aplausos do CH.

Protestos do BE.

Se Portugal se comprometesse com esse delírio, colocar-se-ia do lado da fantasia, contra o lado da realidade

e, deste modo, contra a diplomacia e a paz.

O Sr. Jorge Pinto (L): — Contra o genocídio!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — Na verdade, as esquerdas sabem disso, sabem que isso só dificultaria o diálogo. Podem, no entanto, fazê-lo para ganhar votos ou explorar emoções. Podem até fazê-lo por indisfarçável

ódio a Israel e ao seu povo, só não digam que o fazem em defesa da paz.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. Ricardo Dias Pinto (CH): — Sr.as e Srs. Deputados, como sempre fizemos, o Chega continua a preconizar uma solução de dois Estados. Queremos ver, lado a lado, um Estado hebreu e um Estado árabe,

ambos soberanos, ambos democráticos e ambos seguros, mas sabemos que ainda há um longo caminho a

percorrer.

Primeiro, para bem de todos, o terror tem de ser vencido.

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