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12 DE JULHO DE 2025

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A Sr.ª Rita Matias (CH): — E questionar isto não é estigmatizar médicos ou enfermeiros, reconhecendo que boa parte nem sequer tem recursos suficientes para o seu trabalho.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Mas é possível lutarmos por melhores práticas clínicas, a bem das mulheres, dos seus filhos e de Portugal.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Este debate que temos aqui, hoje, não é sobre números sem rostos; é sobre histórias de vida, é sobre mães, é sobre aquela mãe que perdeu o seu filho às 10 semanas e que, depois de ter

sido raspada, ouviu um «paciência, para o ano fazes outro». Enquanto isso, o seu filho, que não era um mero

amontoado de células, tinha coração, tinha mãos, tinha pernas, tinha forma humana, era despejado no lixo

hospitalar — lixo hospitalar! E isto é violência.

Aplausos do CH.

E foi violência quando uma mãe grávida da sua quarta filha foi chamada de «fundamentalista» e de

«irresponsável». Hoje, essa mulher é mãe de oito filhos na Terra e de quatro filhos no Céu.

E foi violência quando, ao receber um diagnóstico de hidrocefalia, um médico disse à mãe que só podia

abortar aquele filho. E quando a mãe lhe disse que não queria matar o seu filho, o médico diz: «Não está a

perceber, o seu filho é um monstro.» Hoje, esse bebé tem três meses, nasceu sem nenhuma má formação e,

ainda que tivesse qualquer má formação, jamais seria um monstro, porque um filho é sempre perfeito aos olhos

da sua mãe.

Aplausos do CH.

E foi violência quando uma mãe com dificuldade em amamentar foi violentamente apertada nos seus seios

enquanto ouvia um «ou vais aguentar ou vou dar fórmula ao teu filho, quer tu queiras, quer não».

Foi violência impedirem aquele pai de ter estado presente e de poder fazer parte daquele momento único

que era o nascimento do seu filho.

E é violência — não há metáforas, não há sinónimos, nem adjetivos — quando temos grávidas a dar à luz

no meio da estrada, e não podemos fazer outra coisa que não o que o Chega faz hoje: apresentar projetos pela

reorganização dos serviços obstétricos e criar apoios a mulheres fragilizadas, social ou financeiramente, durante

a sua gravidez.

Isto é o que um partido pró-vida pode propor. Nada mais do que isso, nem um passo atrás.

Aplausos do CH, de pé.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Ana Oliveira, do PSD. Dispõe de 7 minutos. Faça favor.

A Sr.ª Ana Oliveira (PSD): — Sr. Presidente: Se uma mulher, no percurso de uma gestação, no momento em que dá à luz, não confiar nos profissionais que estão ao seu lado, vai confiar em quem? Esta é a questão.

Estou aqui como Deputada, mas, acima de tudo, sou mãe. E num debate como o de hoje, não posso, não

consigo, não seria leal se dividisse estas duas dimensões.

Sei, na primeira pessoa, como muitas de nós, neste Plenário, e muitas das mulheres que assistem a este

debate, o que significa o processo de gravidez e aquele momento exato, o parto, sabendo também o turbilhão

de emoções que vivemos, o medo, a fragilidade, a esperança, a entrega em todo este processo e, sobre tudo

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