O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

12 DE JULHO DE 2025

61

A Sr.ª Rita Matias (CH): — E questionar isto não é estigmatizar médicos ou enfermeiros, reconhecendo que boa parte nem sequer tem recursos suficientes para o seu trabalho.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Mas é possível lutarmos por melhores práticas clínicas, a bem das mulheres, dos seus filhos e de Portugal.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Este debate que temos aqui, hoje, não é sobre números sem rostos; é sobre histórias de vida, é sobre mães, é sobre aquela mãe que perdeu o seu filho às 10 semanas e que, depois de ter

sido raspada, ouviu um «paciência, para o ano fazes outro». Enquanto isso, o seu filho, que não era um mero

amontoado de células, tinha coração, tinha mãos, tinha pernas, tinha forma humana, era despejado no lixo

hospitalar — lixo hospitalar! E isto é violência.

Aplausos do CH.

E foi violência quando uma mãe grávida da sua quarta filha foi chamada de «fundamentalista» e de

«irresponsável». Hoje, essa mulher é mãe de oito filhos na Terra e de quatro filhos no Céu.

E foi violência quando, ao receber um diagnóstico de hidrocefalia, um médico disse à mãe que só podia

abortar aquele filho. E quando a mãe lhe disse que não queria matar o seu filho, o médico diz: «Não está a

perceber, o seu filho é um monstro.» Hoje, esse bebé tem três meses, nasceu sem nenhuma má formação e,

ainda que tivesse qualquer má formação, jamais seria um monstro, porque um filho é sempre perfeito aos olhos

da sua mãe.

Aplausos do CH.

E foi violência quando uma mãe com dificuldade em amamentar foi violentamente apertada nos seus seios

enquanto ouvia um «ou vais aguentar ou vou dar fórmula ao teu filho, quer tu queiras, quer não».

Foi violência impedirem aquele pai de ter estado presente e de poder fazer parte daquele momento único

que era o nascimento do seu filho.

E é violência — não há metáforas, não há sinónimos, nem adjetivos — quando temos grávidas a dar à luz

no meio da estrada, e não podemos fazer outra coisa que não o que o Chega faz hoje: apresentar projetos pela

reorganização dos serviços obstétricos e criar apoios a mulheres fragilizadas, social ou financeiramente, durante

a sua gravidez.

Isto é o que um partido pró-vida pode propor. Nada mais do que isso, nem um passo atrás.

Aplausos do CH, de pé.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Ana Oliveira, do PSD. Dispõe de 7 minutos. Faça favor.

A Sr.ª Ana Oliveira (PSD): — Sr. Presidente: Se uma mulher, no percurso de uma gestação, no momento em que dá à luz, não confiar nos profissionais que estão ao seu lado, vai confiar em quem? Esta é a questão.

Estou aqui como Deputada, mas, acima de tudo, sou mãe. E num debate como o de hoje, não posso, não

consigo, não seria leal se dividisse estas duas dimensões.

Sei, na primeira pessoa, como muitas de nós, neste Plenário, e muitas das mulheres que assistem a este

debate, o que significa o processo de gravidez e aquele momento exato, o parto, sabendo também o turbilhão

de emoções que vivemos, o medo, a fragilidade, a esperança, a entrega em todo este processo e, sobre tudo

Páginas Relacionadas
Página 0059:
12 DE JULHO DE 2025 59 e 106/XVII/1.ª (L) — Lei de prevenção e proteção contra a vi
Pág.Página 59
Página 0060:
I SÉRIE — NÚMERO 12 60 O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — … com um conc
Pág.Página 60
Página 0062:
I SÉRIE — NÚMERO 12 62 isto, a confiança que depositamos em aqueles que nos
Pág.Página 62
Página 0063:
12 DE JULHO DE 2025 63 A Sr.ª Ana Oliveira (PSD): — Aliás, também não ignoramos, ta
Pág.Página 63
Página 0064:
I SÉRIE — NÚMERO 12 64 O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem! A Sr.ª C
Pág.Página 64
Página 0065:
12 DE JULHO DE 2025 65 Revogar a lei é, sim, desresponsabilizar o sistema de saúde
Pág.Página 65
Página 0066:
I SÉRIE — NÚMERO 12 66 partos, o dobro da média europeia; em 63 % dos casos
Pág.Página 66
Página 0067:
12 DE JULHO DE 2025 67 um valor em si mesmo de reconhecimento de uma prática que su
Pág.Página 67
Página 0068:
I SÉRIE — NÚMERO 12 68 A Sr.ª Irene Costa (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Sr
Pág.Página 68
Página 0069:
12 DE JULHO DE 2025 69 Votaremos favoravelmente, assim, os projetos de lei que nos
Pág.Página 69
Página 0070:
I SÉRIE — NÚMERO 12 70 O Sr. Presidente: — Sr.ª Deputada Rita Matias, tem a
Pág.Página 70
Página 0071:
12 DE JULHO DE 2025 71 E será por causa deste agendamento e deste trabalho de espec
Pág.Página 71