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I SÉRIE — NÚMERO 12

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esta empresa? Então, quanto vale este poço sem fim de dinheiro? Então, quanto vale este sorvedouro dos

recursos públicos? Quanto vale?

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Claro!

O Sr. André Ventura (CH): — Vale 1,1, que resultou da avaliação, ou 3,65, do dinheiro que lá colocámos? Quanto vale?

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Ora bem!

O Sr. André Ventura (CH): — Como garantiremos, sem a presença do Estado, rotas fundamentais para o nosso desenvolvimento? Para os liberais é fácil de explicar: privatiza-se tudo e depois logo se vê.

Vozes da IL: — É isso mesmo!

O Sr. André Ventura (CH): — Para uma parte da direita, é privatizar selvaticamente, não querer saber de empregos, não querer saber de economia indireta, não querer saber de rotas. No fundo, não querer saber das

pessoas.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

A Sr.ª Mariana Leitão (IL): — Socialistas!…

O Sr. André Ventura (CH): — Tudo ao contrário do Chega, que, sim, se preocupa com trabalhadores; que, sim — sim! —, se preocupa com o investimento indireto à volta da TAP e da empresa; mas, acima de tudo,

Srs. Deputados, se preocupa com os milhões de homens e mulheres…

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Muito bem!

O Sr. André Ventura (CH): — … que, vivendo pelo mundo inteiro e trazendo atrás de si a bandeira portuguesa, merecem uma companhia que os trate bem, que vá aos seus destinos e que vá ao encontro das

suas aspirações.

Aplausos do CH.

Como os utentes merecem uma TAP eficiente, que não seja a companhia com maior taxa de atrasos na

Europa, os portugueses ali colocaram dinheiro e merecem um Governo que, com assento no conselho de

administração, obrigue a eficiência nos preços, a eficiência na ação e a eficiência nos serviços.

Não podemos continuar a ter a ideia estabelecida de que a TAP é a pior das companhias para viajar, quando

é a companhia em que deixámos uma grande parte dos nossos impostos.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. André Ventura (CH): — Por isso, Sr. Ministro, Srs. Membros do Governo, hoje é o dia para nos dizerem qual é o plano, não só o plano para recuperarmos este dinheiro, como para termos uma companhia mais eficiente

e mais forte.

Hoje é o dia de nos explicarem como foi feita esta avaliação, se há ou não outras de que o Governo dispõe,

e se os contribuintes podem contar, a breve trecho, receber verdadeiramente o dinheiro que deixaram na TAP.

O País tem muito má experiência de sorvedouros de dinheiro público. Sabe bem o que é, no Novo Banco,

assim como noutros, colocar dinheiro interminavelmente, que nunca mais vem. É hora de pararmos com isto em

nome de Portugal.

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