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18 DE SETEMBRO DE 2025

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O Sr. Miguel Matos (PS): — Para uma intervenção, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Miguel Matos (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Algo este ano correu mal. Nos últimos

10 anos, com a mesma floresta, mas com menos instrumentos de reforma da floresta, em todos os anos, ardeu

menos do que ardeu este ano.

O Sr. JorgeMiguelTeixeira (IL): — Nós sabemos porquê!

O Sr. Miguel Matos (PS): — Algo este ano correu mesmo mal. É preciso reduzir o número de ignições, mas,

de facto, este ano foi o quarto ano, dos últimos 10, com menos ignições, e mesmo assim a área ardida subiu.

Aliás, a área ardida média por incêndio subiu de 8 ha para 35 ha. Algo este ano correu mal.

E não foi por causa da severidade meteorológica, como alguns vieram dizer. Foi severa, sim, mas houve

outros anos em que foi mais severa, em que houve mais seca — aliás, houve um ano em que houve mesmo a

tempestade Ophelia, que acelerou bastante os incêndios. Mas o ICNF permite-nos desempatar esta questão,

porque calcula a área que poderia ter ardido, ponderada a severidade meteorológica.

Ora, o que é que diz o ICNF? A área ardida este ano foi 28 % superior à que indicaria a severidade

meteorológica.

Protestos do Deputado do CDS-PP João Pinho de Almeida.

Em 2022, Sr. Deputado, a área ardida foi 28 % inferior. Connosco, 28 % inferior, convosco 28 % superior.

Nota-se bem a diferença.

Aplausos do PS.

Protestos do Deputado do CDS-PP João Pinho de Almeida.

O Sr. Jorge Miguel Teixeira (IL): — Já sabem tudo!

O Sr. Miguel Guimarães (PSD): — Algo este ano correu mal e nós podemos identificar o que é que

aconteceu.

Ora, em plena época de incêndios, havia seis comandantes regionais e sub-regionais por nomear. Isto não

é inócuo, Srs. Deputados, dificulta a coordenação operacional no terreno. Nalguns casos, o comando foi

assumido por pessoas que não eram de lá, que não conheciam o terreno.

Também o SIRESP está sem presidente desde março do ano passado e pediram uma autorização urgente

para contratar e a AD não o permitiu.

O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Bem lembrado!

O Sr. Miguel Matos (PS): — Houve muita coisa que correu mal este ano.

A época de incêndios começou com menos sete meios aéreos. A Ministra disse que era irrelevante, mas não

é.

Houve falhas na empresa contratada? Com certeza.

Houve atraso na contratação? É preciso perguntar.

Porque é que os Black Hawk, tendo a ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil) treinado

os pilotos para poderem operar, não estiveram em operação este ano?

Falharam os meios aéreos, mas Portugal podia ter pedido o mecanismo de auxílio europeu. Só o fez a 15 de

agosto, com o País todo a arder.

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