O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 27

26

Hoje, estamos a recuperar o tempo perdido e a colocar Portugal na linha da frente da regulação moderna. Pela primeira vez, haverá regras uniformes sobre a emissão, a negociação e a prestação de serviços com criptoativos.

Aplausos do PSD. Assim, como reguladores, teremos o Banco de Portugal e a CMVM. Esta coordenação entre as duas

entidades assegura que não há zonas cinzentas nem sobreposições; há, sim, um sistema plenamente alinhado com o que existe nos restantes países europeus.

As exigências que já se aplicam a bancos e a prestadores de serviços financeiros passam agora a aplicar-se às plataformas de criptoativos, pondo fim a brechas que podiam ser usadas para ocultar fundos ilícitos.

A inovação tecnológica não deve servir de refúgio para a criminalidade económica; deve, sim, servir para a modernização do sistema financeiro, em que, hoje, graças tanto a esta evolução, como ao enquadramento europeu, é possível realizar uma transferência em segundos, quando antes, como bem nos recordamos, demorava dias.

Sr.as e Srs. Deputados, estas medidas não são apenas sobre sistemas ou mercados financeiros; são sobre a forma como queremos viver e investir num mundo cada vez mais digital, em que a confiança e a transparência devem ser os pilares de uma economia moderna.

Portugal não cumpre só com a sua obrigação europeia, faz mais do que isso: alia a modernidade e ao mesmo tempo traz justiça, porque reforça o ordenamento jurídico, protege os consumidores e combate o crime económico.

É esta a diferença entre adiar decisões e governar com responsabilidade, porque este Governo não se limita a reagir; age, decide e concretiza!

Aplausos do PSD. A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Não havendo mais inscrições para este ponto, vamos passar à fase

de encerramento, para o que dou a palavra ao Sr. Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, que dispõe de 2 minutos mais 18 segundos remanescentes do debate.

O Sr. Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças: — Sr.ª Presidente, vou aproveitar este tempo da

intervenção final para responder aos Srs. Deputados Mário Amorim Lopes e Paulo Seco. Sr. Deputado Mário Amorim Lopes, eu pensava que o senhor acreditava no mercado e no papel dos

reguladores. De facto, foi com alguma estupefação que o vi, de alguma forma, colocar em causa o papel da CMVM e do Banco de Portugal.

Nós acreditamos nas atribuições quer da CMVM quer do Banco de Portugal, do ponto de vista da supervisão prudencial do Banco de Portugal e do ponto de vista da supervisão comportamental da CMVM. Sinal disso mesmo é a campanha de sensibilização que o Banco de Portugal já encetou e que é bem-vinda, naturalmente, para maior informação dos consumidores e investidores.

Sr. Deputado Paulo Seco, as suas questões devem ser das poucas questões e preocupações do seu grupo parlamentar que eu partilho. De facto, partilho da sua preocupação, mas não posso deixar de relevar a herança legislativa que o anterior Governo e o atual herdaram do Governo do PS.

O Sr. Miguel Matos (PS): — Devia ter vergonha do que está a dizer! O Sr. Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças: — De facto, foi um conjunto muito alargado de

diretivas comunitárias na área financeira que ficaram por transpor e de regulamentos que ficaram por executar. O Sr. Miguel Matos (PS): — Estão mais atrasados do que estavam!

Páginas Relacionadas
Página 0016:
I SÉRIE — NÚMERO 27 16 O estatuto que hoje debatemos é peça da estratégia na
Pág.Página 16
Página 0017:
18 DE OUTUBRO DE 2025 17 Então, para a intervenção inicial, tem a palavra o Sr. Se
Pág.Página 17
Página 0018:
I SÉRIE — NÚMERO 27 18 Tendo presentes os riscos relacionados com a utilizaç
Pág.Página 18
Página 0019:
18 DE OUTUBRO DE 2025 19 Mas há uma questão que nos deve suscitar a análise. Neste
Pág.Página 19
Página 0020:
I SÉRIE — NÚMERO 27 20 O orador exibiu as notícias que mencionou. Estamos p
Pág.Página 20
Página 0021:
18 DE OUTUBRO DE 2025 21 e outros riscos financeiros e criminais. Aliás, é o própri
Pág.Página 21
Página 0022:
I SÉRIE — NÚMERO 27 22 A Sr.ª PatríciaGonçalves (L): — Sr. Presidente, Sr.as
Pág.Página 22
Página 0023:
18 DE OUTUBRO DE 2025 23 Mas não basta mudar a lei e esperar que o resto, por magia
Pág.Página 23
Página 0024:
I SÉRIE — NÚMERO 27 24 O terceiro regulamento é o mais estruturante, o MiCA
Pág.Página 24
Página 0025:
18 DE OUTUBRO DE 2025 25 A Sr.ª Presidente (Teresa Morais): — Para uma intervenção
Pág.Página 25
Página 0027:
18 DE OUTUBRO DE 2025 27 O Sr. Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças: — Pa
Pág.Página 27