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18 DE OUTUBRO DE 2025

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a fronteira entre o humano e o não-humano. O seu trabalho, reconhecido internacionalmente, inaugurou métodos de observação etológica que combinavam proximidade empática e rigor científico e, como mulher numa época em que a ciência era maioritariamente masculina, tornou-se exemplo inspirador, abrindo caminho e encorajando gerações de mulheres a seguir carreiras na investigação científica e na conservação das espécies e do planeta.

Jane Goodall foi fundadora do Jane Goodall Institute e do programa Roots & Shoots, iniciativas que transformaram investigação em ação educativa e conservacionista a nível mundial. Recebeu múltiplas distinções, entre elas o título de Dame pelo Reino Unido, o Templeton Prize e, em 2025, a Presidencial Medal of Freedom, e foi nomeada Mensageira da Paz pelas Nações Unidas.

Disse a famosa frase «o que fazes faz a diferença, e tens de decidir que tipo de diferença queres fazer» e mostrou que a coragem, a persistência e a empatia são instrumentos de transformação social e científica e a sua trajetória inspira gerações.

Assim, reunida em plenário, a Assembleia da República mostra o seu profundo pesar pelo falecimento de Jane Goodall e dirige sentidas condolências à família, ao Jane Goodall Institute e a todas as pessoas e instituições que colaboraram e foram inspiradas pela sua obra.»

O Sr. Presidente: — Vamos votar a parte deliberativa deste projeto de voto. Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade. De seguida, votamos o Projeto de Voto n.º 176/XVII/1.ª (apresentado pelo PAR e subscrito por 1 Deputado

do PS e 1 Deputado da IL) — De pesar pela morte de Fernando Paulouro Neves, sendo que estão na galeria familiares, a quem transmitimos os nossos sentimentos.

Peço agora ao Sr. Secretário da Mesa Francisco Figueira o favor de ler o projeto de voto. O Sr. Secretário (Francisco Figueira): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o projeto de voto é do

seguinte teor: «Faleceu, no passado dia 6 de outubro, aos 78 anos, Fernando Paulouro Neves, escritor e antigo Diretor do Jornal do Fundão.

Nascido no Fundão em 1947, era sobrinho de António Paulouro, fundador do Jornal do Fundão. Dedicou grande parte da sua vida a este jornal, onde iniciou a carreira como repórter e ascendeu a chefe de redação e diretor. Sob a sua direção, o jornal tornou-se numa referência de qualidade jornalística, isenção e dedicação cívica no interior do País, com dimensão na diáspora portuguesa.

Colaborou também com jornais e revistas nacionais, e integrou as estruturas do Sindicato dos Jornalistas e da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista. Publicou, sozinho e em coautoria, mais de uma dezena de obras, entre as quais Crónica do País Relativo, O Tribunal das Almas, Catorze Histórias Incríveis ou o Fabuloso Imaginário das Lendas da Beira Baixa (com José Castanheira) e A Materna Casa da Poesia: Sobre Eugénio de Andrade. Apresentara, na véspera da sua partida, o seu último livro, As Sombras do Combatente.

Presidiu ao Teatro das Beiras e recebeu vários galardões, incluindo o Prémio Eduardo Lourenço, a Medalha de Ouro do Fundão (2013) e o Prémio Gazeta de Mérito do Clube de Jornalistas (2014).

A Assembleia da República, reunida em Plenário, manifesta profundo pesar pela morte de Fernando Paulouro Neves e evoca com gratidão cívica o seu legado de compromisso com a verdade, a liberdade, a cultura e a defesa do interior. Aos familiares e amigos, endereça sentidas condolências. Ao município e ao Jornal do Fundão, manifesta solidariedade pela perda de um dos seus maiores, na certeza de que o testemunho de Fernando Paulouro Neves terá continuidade.»

O Sr. Presidente: — Vamos agora votar a parte deliberativa deste projeto de voto. Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade. Passamos à votação do Projeto de Voto n.º 177/XVII/1.ª (apresentado pelo PAR e subscrito por 1 Deputado

do PSD e 1 Deputado do PS) — De pesar pela morte de Catarina de Albuquerque e, para o ler, tem a palavra a Sr.ª Secretária da Mesa Joana Lima.

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