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I SÉRIE — NÚMERO 41

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1979, tornou-se lendária. O programa Despertar não era apenas um espaço de entretenimento; era um ritual matinal que ligava o País.

Esta longevidade e liderança de audiências demonstram a capacidade ímpar que Olga Cardoso teve de se adaptar e de ser relevante para ouvintes de diferentes idades e estratos sociais, desde a juventude dos anos 60 e 70 até às famílias dos anos 90.

Em 1993, deu o salto para a televisão na recém-criada TVI, a convite de José Nuno Martins. O concurso que apresentou, ironicamente batizado de A Amiga Olga, eternizou a alcunha que já o público lhe tinha atribuído, consolidando a sua imagem carismática também no pequeno ecrã.

Neste momento de luto, a Assembleia da República presta homenagem à vida e obra de Olga Amália Cardoso e expressa as suas mais sentidas condolências à sua família, amigos e a todos os que a admiravam.»

O Sr. Presidente: — Vamos votar a parte deliberativa deste projeto de voto. Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade, registando-se a ausência do BE. Passamos ao Projeto de Voto n.º 255/XVII/1.ª (apresentado pelo PS) — De pesar pelo falecimento de Almeno

Gonçalves. Peço à Sr.ª Secretária Joana Lima o favor de o ler. A Sr.ª Secretária (Joana Lima): — Sr. Presidente, passo a ler o projeto de voto: «Faleceu a 27 de novembro, aos 66 anos, o ator e encenador Almeno Gonçalves, um dos rostos mais

consistentes da ficção portuguesa, cuja versatilidade e intensidade interpretativa, mas também a sua ética, paixão e entrega a cada personagem, permanecem como exemplo humano e artístico no teatro, no cinema e na televisão em Portugal.

Nascido em 1959, em Braga, Almeno Gonçalves estudou no liceu Sá de Miranda, onde cedo revelou vocação para o palco, fundando três grupos de teatro na cidade, entre os quais o Teatro Universitário do Minho.

Esta vivência no teatro independente marcará profundamente a sua formação artística e o seu modo de estar na profissão, estreando-se profissionalmente no Teatro da Comuna, sob direção de João Mota, em produções como Um Elétrico Chamado Desejo.

Ao longo da carreira, passou ainda pelo Teatro Experimental de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Aberto e Teatro da Cornucópia, onde trabalhou com encenadores como Luís Miguel Cintra, e participou em textos de autores como Beaumarchais ou Shakespeare. Como encenador, dirigiu espetáculos a partir de obras de Frank Wedekind e Camilo Castelo Branco, consolidando uma vertente autoral e de direção de atores com marcas profundas no meio artístico em Portugal.

Tornou-se também um rosto familiar do grande público através de inúmeras séries e novelas desde os anos 80, em canais como RTP, SIC e TVI, destacando-se em inúmeras produções de grande audiência, tendo marcado presença nas telas do cinema em produções como Zona J e Um Tiro no Escuro, de Leonel Vieira, ou Parque Mayer, de António-Pedro Vasconcelos.

Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, manifesta o seu pesar pelo falecimento de Almeno Gonçalves, prestando homenagem ao seu legado de versatilidade, entrega à profissão e presença ética e artística no teatro, no cinema e na televisão em Portugal, endereçando à família, colegas e amigos de Almeno Gonçalves as suas condolências.»

O Sr. Presidente: — Vamos votar a parte deliberativa deste projeto de voto. Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade, registando-se a ausência do BE. Vamos então guardar 1 minuto de silêncio. A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.

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