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I SÉRIE — NÚMERO 47

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e capacidade real de execução, porque quando falamos em médicos falamos de pessoas, e quando falamos no internato falamos do futuro.

Com esta nota, permitam-me, para concluir, uma palavra de reconhecimento e de apreço aos médicos que todos os dias servem o SNS, em particular aos médicos internos que, numa fase exigente do seu percurso profissional, conciliam formação com uma responsabilidade real e permanente. O seu empenho, a sua dedicação e o seu sentido de missão são essenciais para garantir cuidados de saúde de qualidade aos portugueses.

Por isso, valorizar os médicos não é apenas uma questão de carreira ou de remuneração, é uma escolha estratégica para o nosso País e um dever de quem acredita num SNS forte, sustentável e humano. É com respeito, diálogo e soluções responsáveis que devemos, juntos, continuar esse caminho.

Aplausos do PSD. O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado João Almeida, do CDS-PP, para uma intervenção. O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Já aqui foi dito por vários

Srs. Deputados, mas queria dizer também, em nome do CDS, que nós reconhecemos aos médicos internos um papel essencial naquilo que é, hoje, o Serviço Nacional de Saúde, na dedicação e relevância que têm. Portanto, não fazemos esta discussão numa lógica de valorizar mais ou menos o seu papel, e reconhecemos, até, uma questão que é muito relevante: dos indicadores que temos, e que já foram aqui referidos também — por exemplo, sobre a taxa de depressão e de ansiedade, sobre as horas de trabalho dos médicos em Portugal —, provavelmente, os internos são dos que são mais massacrados, o que deve também ser relevado.

Agora, vamos fazer o debate em termos estruturais. A primeira questão é perceber que grande parte dos partidos que aqui apresentam propostas são partidos que, seja isoladamente, como no caso do Partido Socialista, ou em conjunto, como no caso da geringonça — com o PCP e com o Bloco de Esquerda —,…

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Todos! O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — … geriram a saúde em Portugal durante anos! Portanto, se esta

realidade existe é como consequência da gestão do Serviço Nacional de Saúde e das políticas públicas de saúde feita pelo PS e pela geringonça…

Protestos do Deputado do PCP Alfredo Maia. … e da gestão das carreiras na saúde e das carreiras dos médicos feita pelo PS e pela geringonça. Protestos do PCP. Temos também de olhar para os dados concretos relativos ao Serviço Nacional de Saúde. O PS e os partidos da geringonça batiam no peito a defender o Serviço Nacional de Saúde, a defender a

dedicação dos médicos ao Serviço Nacional de Saúde e, muitas vezes, até desprezavam a complementaridade dos serviços de saúde sociais e privados,…

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — É verdade! É verdade! O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — … e dos médicos que exerciam funções nas unidades privadas

ou sociais, e o que acontece é que Portugal, neste momento, é o 3.º país da OCDE com mais médicos por habitante — temos 4,6 médicos por mil habitantes. Portanto, para qualquer analista externo é difícil perceber porque é que temos dificuldade de resposta quando, em termos de rácio, temos tantos médicos.

Temos um problema de organização, um problema de organização do lado do Estado e um problema de distribuição dos médicos. Porquê? Porque, enquanto o Partido Socialista e a Esquerda defendiam tudo isto,

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