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I SÉRIE — NÚMERO 47

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A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Talvez valha a pena relembrar que foi

exatamente por causa da necessidade de resposta no Serviço Nacional de Saúde e da recusa por parte do Partido Socialista que o PCP votou contra o Orçamento do Estado para 2022, com os desenvolvimentos que viemos a conhecer.

Aplausos do PCP. O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — E os quatro anos?! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Isso demonstra bem qual é o nosso compromisso. Já agora, por parte do PSD e do CDS, aquilo que vimos neste debate foi procurarem pretextos e justificações

para não se fazer o que é necessário, porque o vosso plano, e o plano deste Governo, é avançar no sentido da destruição do Serviço Nacional de Saúde.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Isso é que é demagogia! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — É isto que o PSD e o CDS preparam: estão a caminhar para serem os coveiros

do Serviço Nacional de Saúde… Protestos do Deputado do CDS-PP Paulo Núncio. … e para destruir o que foi uma conquista de Abril, o direito à saúde. Mas, da parte do PCP, nós continuamos,

porque não se pode vir aqui só dizer que os médicos internos são, de facto, muito importantes e que devem ser valorizados. Se eles são bons para garantir o funcionamento dos serviços, porque é que não são bons para se lhes garantir mais direitos…

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Então porque é que não garantiram?! Porque é que não o

fizeram?! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — … e dar mais condições de trabalho? Porque é que não são bons para integrar na carreira médica, para que quando terminem a sua formação

estejam já no Serviço Nacional de Saúde e não sejam aliciados para ir para os grupos privados, para que fiquem no Serviço Nacional de Saúde?

Deem-lhes condições para que continuem no Serviço Nacional de Saúde, porque é isso que é preciso para garantir médico de família aos utentes, para garantir as escalas nos serviços de urgências ou para garantir que as urgências não são encerradas.

Mas os senhores não querem! Porquê? Porque o vosso plano é aquilo que está a acontecer: encerrar urgências e tempos de espera elevados.

O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — Reduziram, os tempos de espera! A Sr.ª Paula Santos (PCP): — E para quê? Para transferir os cuidados de saúde para os grupos privados. Protestos do CH. É isso que os senhores defendem. O que o PCP defende é valorizar os profissionais, cuidar dos profissionais. E, sim, é preciso ir mais longe.

Este era um primeiro passo, mas é preciso ir mais longe na valorização da carreira, das remunerações, das condições de trabalho, para garantir o cumprimento da Constituição: o direito à saúde e um Serviço Nacional de Saúde a que os utentes — o nosso povo — têm direito.

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