O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 53

62

Aplausos do L e de Deputados do PS.

O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Continuamos na apresentação de iniciativas legislativas e, por parte

do Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal, tem a palavra a Sr.ª Deputada Joana Cordeiro, que terá até 4 minutos

para o efeito.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Fabian, não te vás embora! Eu agora vou para a primeira fila!

O Sr. Fabian Figueiredo (BE): — Vai para a primeira fila!

O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Findos os apartes, tem a palavra a Sr.ª Deputada Joana Cordeiro.

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o objetivo do projeto de lei que a

Iniciativa Liberal traz hoje a debate é muito simples: garantir que temos as melhores pessoas, as mais

competentes a gerir a saúde em Portugal.

A Iniciativa Liberal tem dito de forma consistente que há um problema sério de gestão no Serviço Nacional

de Saúde. Defendemos, por isso, mais autonomia para as unidades de saúde, mas mais autonomia implica

responsabilização. E a responsabilização só é possível quando temos pessoas competentes que nos dão

melhores resultados e a quem possamos exigir esses melhores resultados.

É por isso que não podemos continuar a aceitar que a escolha de quem gere as unidades de saúde dependa,

quase sempre, de critérios político-partidários. Esse não pode ser o critério, não serve o SNS e, sobretudo, não

serve as pessoas.

Gerir um hospital não é um cargo político. É uma função técnica, exigente, complexa, que requer formação,

experiência e capacidade de liderança. É isso que este projeto de lei vem assegurar.

Em primeiro lugar, este projeto de lei clarifica e reforça os requisitos de qualificação para integrar os órgãos

de administração do SNS. Falamos de competências de gestão, de formação adequada na área da gestão e da

saúde e de experiência profissional. Não basta boa vontade — dessa está o socialismo cheio, e agora o PSD

—, é preciso saber gerir organizações altamente complexas.

Em segundo lugar, este projeto de lei cria um modelo de seleção transparente e competitivo. Para os

presidentes dos conselhos de administração, a Direção Executiva do SNS indica, mas depois há um

procedimento concursal da CReSAP, como já hoje existe, para os cargos de direção superior da Administração

Pública e, no fim, de entre os três melhores, o Governo escolhe. Escolhe, portanto, depois de uma avaliação

independente, com critérios claros e públicos. Isto não retira legitimidade ao Governo. O Governo continua a

decidir, só que agora decide entre pessoas avaliadas pela sua competência e pelo seu mérito.

Srs. Deputados, importa aqui dizer que a designação do presidente de uma ULS não é um concurso de

popularidade, é de competência. E, Srs. Deputados do Livre, escolher um presidente de uma ULS por eleição é

o expoente máximo do sindicalismo da gestão do SNS. É que nem o PCP se lembrou disto!

Protestos do L.

Srs. Deputados do Livre, isto é ultrapassar completamente o PCP pela esquerda.

Mas continuando. Depois, o presidente escolhe a sua equipa. E isto é importante. Diria que os

Srs. Deputados gostam de escolher as vossas equipas. Agora, na nossa proposta, o presidente escolhe de entre

os três melhores no procedimento concursal. Ou seja, há liderança, há coesão de equipa, mas há também

exigência, escrutínio e mérito.

Finalmente, o nosso projeto de lei reforça a responsabilização dos dirigentes através de contratos de gestão

e cartas de missão. Quem aceita gerir uma unidade de saúde do SNS tem de assumir compromissos claros,

objetivos mensuráveis e apresentar resultados concretos. Novamente, máxima autonomia, máxima

responsabilidade. Autonomia sem objetivos é irresponsabilidade…

O Sr. Mário Amorim Lopes (IL): — Muito bem!

Páginas Relacionadas
Página 0057:
31 DE JANEIRO DE 2026 57 Aplausos do PS, do L e do BE. O Sr. Má
Pág.Página 57
Página 0058:
I SÉRIE — NÚMERO 53 58 suceder que administrações que até apresentam
Pág.Página 58
Página 0059:
31 DE JANEIRO DE 2026 59 O Sr. Presidente (Rodrigo Saraiva): — Para apresentar a in
Pág.Página 59
Página 0060:
I SÉRIE — NÚMERO 53 60 O Chega rejeita a nomeação partidária, rejeita
Pág.Página 60
Página 0061:
31 DE JANEIRO DE 2026 61 A Sr.ª Cristina Vieira Henriques (CH): — Sr. Presid
Pág.Página 61
Página 0063:
31 DE JANEIRO DE 2026 63 A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — … e gestão sem avaliação não
Pág.Página 63
Página 0064:
I SÉRIE — NÚMERO 53 64 A Sr.ª Júlia Rodrigues (PS): — Muito be
Pág.Página 64
Página 0065:
31 DE JANEIRO DE 2026 65 A Sr.ª Irene Costa (PS): — A questão é que se contradizem!
Pág.Página 65
Página 0066:
I SÉRIE — NÚMERO 53 66 Queremos dificultar as decisões de cessação de
Pág.Página 66
Página 0067:
31 DE JANEIRO DE 2026 67 dados sobre a experiência profissional do setor da saúde d
Pág.Página 67
Página 0068:
I SÉRIE — NÚMERO 53 68 A Sr.ª Isabel Fernandes (PSD): — Vêm ag
Pág.Página 68
Página 0069:
31 DE JANEIRO DE 2026 69 O Sr. Jorge Botelho (PS): — A Sr.ª Deputada Isabel Fernand
Pág.Página 69
Página 0070:
I SÉRIE — NÚMERO 53 70 O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): — Portan
Pág.Página 70
Página 0071:
31 DE JANEIRO DE 2026 71 Risos do CH. Se a Ministra da Saúde f
Pág.Página 71
Página 0072:
I SÉRIE — NÚMERO 53 72 Srs. Deputados, vamos só dar mais um bo
Pág.Página 72
Página 0073:
31 DE JANEIRO DE 2026 73 O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Srs. Deput
Pág.Página 73