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31 DE JANEIRO DE 2026

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«Faleceu, aos 81 anos, na Casa do Artista, a atriz Elisa Lisboa, figura de referência do teatro, da televisão e

do ensino artístico em Portugal.

Maria Elisa Magalhães Lisboa nasceu a 8 de março de 1944, em Lisboa, no seio de uma família com uma

forte tradição artística e musical, o que a marcará desde cedo nas suas escolhas pelas artes performativas.

Nos primeiros anos da sua atividade profissional, integrou o Teatro Experimental de Cascais, participando

em espetáculos que marcaram a programação da época, entre os quais Bodas de Sangue (1968), Maria Stuart

(1969), Antepassados Precisam-se (1970) ou O Rei Está a Morrer (1970).

Esta fase inicial foi determinante para a consolidação da sua formação artística e para a afirmação do seu

rigor interpretativo, tendo ainda trabalhado na Companhia Rey Colaço Robles Monteiro e no Grupo Teatro Hoje

(Teatro da Graça), integrando um repertório vasto em palcos como o Teatro da Graça, o Teatro São Luiz, o

Teatro Nacional D. Maria II, entre outros.

Ao longo das décadas seguintes, manteve uma presença regular no cinema, teatro e televisão, participando

em diversas séries e telenovelas, tornando-se um rosto reconhecido do público português em trabalhos como

Tragédia da Rua das Flores e a novela A Impostora, um dos seus últimos projetos.

No cinema participa em filmes como Sombras de uma Batalha (1993), Aparelho Voador a Baixa

Altitude (2002), Coisa Ruim (2006), ATeia de Gelo (2012) e Axilas (2016).

Paralelamente à carreira artística, exerceu funções como professora de Interpretação na Escola Superior de

Teatro e Cinema, onde teve um papel relevante na formação de atores e atrizes, influenciando várias gerações

de atores e criadores.

Assim, a Assembleia da República manifesta o seu profundo pesar à família e amigos pela morte de Elisa

Lisboa, atriz, encenadora, cantora e professora portuguesa, endereçando sentidas condolências à sua família,

amigos, colegas de profissão, antigos alunos e toda a comunidade artística.»

O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de

voto que acaba de ser lido.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Passamos à votação do Projeto de Voto n.º 355/XVII/1.ª (apresentado pelo CH) — De pesar pelo falecimento

de Carlos Miguel, antigo guarda-redes de futebol de praia.

Para a leitura do voto de pesar, tem também a palavra a Sr.ª Deputada Joana Lima.

A Sr.ª Secretária (Joana Lima): — Sr. Presidente, Srs. Deputados:

«Faleceu, no dia 21 de janeiro de 2026, aos 51 anos de idade, Carlos Jorge Pereira Miguel, antigo guarda-

redes de futebol de praia, conhecido no meio desportivo como “Carlão”, figura ligada ao crescimento e afirmação

desta modalidade em Portugal.

Ao longo do seu percurso desportivo, destacou-se como guarda-redes, tendo conquistado o título de

campeão nacional ao serviço do Vitória Futebol Clube de Setúbal e tendo sido chamado a integrar vários

estágios de preparação da Seleção Nacional A de futebol de praia, contribuindo para o trabalho de consolidação

da equipa nacional.

Para além do seu percurso competitivo em múltiplos clubes, Carlos Miguel deixou uma marca profunda no

Olímpico do Montijo, clube no qual é reconhecido como uma referência histórica. Numa nota pública, o clube

sublinhou que Carlos Miguel permanecerá para sempre ligado à sua história, não apenas pelo desempenho

desportivo enquanto guarda-redes, mas sobretudo pelo exemplo pessoal, pelo caráter e pelo legado humano

que construiu ao longo do seu percurso.

O seu falecimento representa, assim, uma perda sentida não apenas para o futebol de praia português, mas

também para os clubes e comunidades que ajudou a construir com o seu exemplo dentro e fora do campo.

Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, manifesta o seu mais profundo pesar pelo

falecimento de Carlos Miguel, endereçando à sua família, amigos, ao Olímpico do Montijo e à comunidade

desportiva portuguesa as mais sentidas condolências.»

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