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31 DE JANEIRO DE 2026

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adversas e urgentes, garantiram auxílio às comunidades afetadas. Às populações mais fustigadas, assegura

proximidade e solidariedade.»

O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de

voto lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Passamos ao Projeto de Voto n.º 358/XVII/1.ª (apresentado pelo PAR) — De pesar pela morte de António

Chainho.

Para a leitura do voto, tem a palavra a Sr.ª Deputada Germana Rocha.

A Sr.ª Secretária (Germana Rocha): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, passo a ler o projeto de voto:

«António Dâmaso Chainho, mestre insigne da guitarra portuguesa, morreu no passado 27 de janeiro, dia em

que completou 88 anos.

Nascido em São Francisco da Serra, Santiago do Cacém, herdou dos pais o gosto pela música. Aos 8 anos,

aprendeu a manejar a guitarra portuguesa; aos 13, acompanhava os fados da mãe. Estabelecido em Lisboa

após o serviço militar, iniciou uma carreira musical de seis décadas. Das casas de fado aos estúdios de

gravação, acompanhou grandes nomes do fado, como Amália, Hermínia Silva, Carlos do Carmo ou Frei

Hermano da Câmara.

Eclético e inovador, alargou as fronteiras do fado, dividindo o palco com figuras maiores da música

internacional — Dolores Pradera, Maria Bethânia, José Carreras, John Williams e Adriana Calcanhotto. Em

Lisboa-Rio e LisGoa, demonstrou a vocação universalista de Portugal, colocando o fado em relação com outras

culturas. Em Cumplicidades, álbum que assinala o cinquentenário de carreira, chamou à presença da sua

guitarra cantores de diferentes gerações.

Autêntico embaixador do fado, guardou sempre uma generosa disposição para ensinar novos artistas. O seu

último álbum, O Abraço da Guitarra, é uma homenagem aos mestres que o introduziram à música. Recebeu,

em 2022, a Ordem do Infante D. Henrique.

A Assembleia da República, reunida em Plenário, manifesta profundo pesar pela morte de António Chainho.

Endereça sentidas condolências à sua família e amigos e presta público reconhecimento ao seu trabalho de

valorização do fado e da cultura portuguesa.»

O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Vamos votar a parte deliberativa deste projeto de voto.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Passamos à leitura do Projeto de Voto n.º 359/XVII/1.ª (apresentado pelo PAR e subscrito pelo CH) — De

pesar pela morte de Fernando Mamede.

Tem a palavra a Sr.ª Deputada Germana Rocha, para a leitura do voto.

A Sr.ª Secretária (Germana Rocha): — Srs. Deputados, passo a ler o projeto de voto:

«No passado dia 27 de janeiro de 2026, faleceu o atleta Fernando Mamede, aos 74 anos.

Nascido em Beja, Fernando Mamede foi um dos nomes maiores do atletismo português. Com uma carreira

desportiva longa e frutuosa, representou o Sporting Clube de Portugal e vestiu as cores portuguesas em diversas

competições internacionais.

Especialista em provas de fundo, participou em três edições dos Jogos Olímpicos (Munique 1972, Montreal

1976 e Los Angeles 1984) e conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Corta-Mato de 1981.

Estabeleceu também 27 recordes nacionais e três europeus, tendo-se tornado, em 1984, detentor do recorde

mundial na prova de 10 000 metros, no Meeting de Estocolmo. Manteve esta marca durante cinco anos, tendo-

se consagrado como o último fundista europeu a deter o recorde mundial desta distância.

Figura incontornável do atletismo nacional, Mamede foi ídolo de gerações e símbolo de esforço, dedicação,

devoção e glória. Ao serviço do seu clube, conquistou inúmeros títulos nacionais e europeus, contribuindo

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