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I SÉRIE — NÚMERO 58

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que é um plano, a cinco anos, para reconstruir melhor e que seja, também, um plano preventivo para catástrofes

no futuro.

É isso que o Livre propõe. O Livre propõe aumentar os apoios diretos já, como apoios diretos, não como

crédito, e a criação de uma entidade que tenha a fiscalização por parte do Parlamento, que nos permita

acompanhar o plano que seja de recuperação, mas também para reconstruir melhor.

Estamos disponíveis para que tudo isto seja melhorado e para o diálogo construtivo, mas esperemos que ele

venha e que permita apoiar concretamente o nosso País.

Aplausos do L.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Ricardo Carvalho, do PSD, para uma intervenção.

O Sr. Ricardo Carvalho (PSD): — Sr. Presidente, Sr. Ministro, Srs. Secretários de Estado, Sr.as e

Srs. Deputados: Nasci e cresci em Leiria, os meus pais vivem lá, é a minha casa de sempre.

Sei o que significa ver estradas destruídas, casas danificadas, empresas paradas, depois de uma

tempestade. Sei o que é sentir a urgência de reconstruir, não para fazer política, mas para devolver a vida às

pessoas. Nos dias seguintes à tempestade, estive no distrito, com os meus colegas Deputados do círculo de

Leiria. Visitámos os concelhos afetados, falámos com autarcas, com empresários e com famílias.

Fizemo-lo longe das redes sociais e dos TikToks da vida, com a proximidade e com a discrição que se

exige,…

Aplausos do PSD.

… quando o momento é das populações e não da propaganda política.

O Sr. Bruno Nunes (CH): — E o Ministro Leitão Amaro?!

O Sr. Ricardo Carvalho (PSD): — É por isso que digo com clareza: o Estado respondeu, o Governo não

falhou. Não falhou e não falhou mesmo!

Aplausos do PSD.

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — E o Leitão Amaro?

O Sr. Ricardo Carvalho (PSD): — Houve mobilização máxima dos meios de prevenção, de socorro e de

resposta: proteção civil, forças de segurança, militares, autarcas, serviços técnicos, todos no terreno, e muitos

voluntários que se juntaram a nós.

Foi acionado o estado de calamidade quando era necessário, prorrogado, enquanto a situação o exigiu, e

encerrado, quando a fase crítica foi ultrapassada. Nem antes, nem depois.

Foram mobilizados, de imediato, mais de 2,5 mil milhões de euros de ajuda para apoiar famílias, empresas,

agricultores e autarquias. E, mais importante, as ajudas começaram a chegar ao terreno em tempo recorde, em

muitos casos, ao final de 15 dias. Não foram 90 dias, como na covid, nem 55 dias, como na tragédia da serra

da Estrela. Isso é execução, isso é resposta concreta.

Agora, Srs. Deputados, sejamos sérios. Há algum dia em que, perante uma catástrofe desta dimensão, vai

correr tudo bem?

A Sr.ª Catarina Louro (PS): — Pode correr!

O Sr. Ricardo Carvalho (PSD): — Claro que não. Correu tudo perfeitamente? Haverá situações em que não.

Significa isso que o Estado ou o Governo falharam? Não. Numa emergência desta escala, o objetivo é minimizar

danos, salvar vidas, recuperar rapidamente e apoiar aqueles que mais precisam. E isso foi feito e está a ser

feito.

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