O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 67

4

O Sr. Presidente: — Boa tarde. Peço aos Srs. Agentes da autoridade o favor de abrirem as portas para o público assistir aos nossos trabalhos.

Eram 9 horas e 32 minutos. Pausa. Pedia aos Sr. Deputados o favor de se sentarem e ao Sr. Secretário da Mesa o favor de fazer a leitura do

expediente. O Sr. Secretário (Francisco Figueira): — Sr. Presidente, é apenas para informar a Câmara que se encontram

disponíveis na nossa plataforma online as iniciativas que deram entrada desde a reunião de ontem. O Sr. Presidente: — Vamos então dar início ao primeiro ponto da ordem do dia, que consta da discussão,

na generalidade, do Projeto de Lei n.º 146/XVII/1.ª (L) — Reforço da capacidade de produção das comunidades de energia renovável, juntamente com o Projeto de Resolução n.º 212/XVII/1.ª (L) — Recomenda que se agilize o processo de constituição e apoio à criação de comunidades de energia renovável, o Projeto de Lei n.º 473/XVII/1.ª (BE) — Alarga o acesso às comunidades de energia renovável, reforçando a sua democratização e participação inclusiva, também na generalidade, e os Projetos de Resolução n.os 268/XVII/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo a realização de um estudo técnico-económico independente e público sobre os custos, fragilidades e alternativas do atual Sistema Elétrico Nacional, 638/XVII/1.ª (CH) — Recomenda ao Governo a revisão estratégica e o aperfeiçoamento do regime jurídico das comunidades de energia renovável, enquanto instrumento de reforço da soberania energética nacional, da estabilidade do Sistema Elétrico Nacional e da coesão territorial, 645/XVII/1.ª (IL) — Recomenda ao Governo que acelere o autoconsumo (UPAC) e comunidades de energia renovável (CER), 647/XVII/1.ª (PAN) — Pelo reforço do Plano Nacional de Renovação de Edifícios com metas concretas, justiça social, financiamento transparente e participação comunitária, 648/XVII/1.ª (PAN) — Pela transparência, participação, governação multinível e integração das comunidades de energia na preparação dos planos de parceria nacionais e regionais para a aplicação dos fundos europeus, e 652/XVII/1.ª (BE) — Recomenda ao Governo o desenvolvimento de uma estratégia pública para as comunidades de energia renovável, garantindo a sua integração nas políticas de energia, habitação e coesão territorial.

Para uma primeira intervenção, de apresentação da iniciativa, dou a palavra ao Sr. Deputado Jorge Pinto, do Livre.

O Sr. Jorge Pinto (L): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O que o Livre agenda hoje é um debate

que, na verdade, já poderia ter sido agendado há mais de um ano, porque há factos que são inegáveis. Facto n.º 1, as alterações climáticas são uma realidade e vão continuar a ter um impacto no nosso dia a dia,

na nossa vida quotidiana. Facto n.º 2, há conflitos globais aos quais Portugal não está imune, e que este agendamento tenha lugar

semanas depois do ataque dos Estados Unidos ao Irão mostra bem quão vulnerável é também a nossa economia à variação do preço do petróleo.

Facto n.º 3, os mais prejudicados são sempre os mais frágeis, aqueles que veem as suas contas energéticas aumentar e não sabem como fazer frente a esse aumento de custos.

Mas para tudo isto há uma resposta e essa resposta é apostar na transição energética, é apostar na proteção dos mais frágeis e é apostar na autonomia e na defesa da nossa economia. E isto consegue-se também de uma maneira muito simples: apostando e apoiando as comunidades de energia renovável, algo a que Portugal se comprometeu e algo a que continuamos a falhar tremendamente as metas.

Saiu, há poucos dias, um relatório europeu que diz que Portugal está na cauda dos países europeus no que diz respeito ao número de comunidades energéticas. É precisamente por isso que o Livre faz este agendamento, trazendo um projeto de resolução e um projeto de lei com objetivos muito simples: acabar com a burocracia no que diz respeito à constituição das comunidades de energia renovável e, em paralelo, melhorar aquilo que já está na lei para que elas sejam mais potentes, mais poderosas e mais em linha com as reais necessidades dos nossos consumidores.

Páginas Relacionadas
Página 0005:
14 DE MARÇO DE 2026 5 Naquilo que ao Livre diz respeito, este é o equilíbrio perfei
Pág.Página 5
Página 0006:
I SÉRIE — NÚMERO 67 6 O Livre fez aquilo que sempre faz quando apresenta pro
Pág.Página 6
Página 0007:
14 DE MARÇO DE 2026 7 A energia determina o custo de vida das famílias, os custos d
Pág.Página 7
Página 0008:
I SÉRIE — NÚMERO 67 8 Presentemente, Portugal já dispõe de um enquadramento
Pág.Página 8
Página 0009:
14 DE MARÇO DE 2026 9 O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr.
Pág.Página 9
Página 0010:
I SÉRIE — NÚMERO 67 10 A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Sr. Presidente, Sr
Pág.Página 10
Página 0011:
14 DE MARÇO DE 2026 11 O Sr. Pedro Vaz (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputad
Pág.Página 11
Página 0012:
I SÉRIE — NÚMERO 67 12 O Sr. Pedro Vaz (PS): — Portanto, às vezes temos de d
Pág.Página 12
Página 0013:
14 DE MARÇO DE 2026 13 O Sr. Paulo Núncio (CDS-PP): — … introduzir nestes debates
Pág.Página 13
Página 0014:
I SÉRIE — NÚMERO 67 14 está, neste momento, em revisão para aligeirar o aspe
Pág.Página 14
Página 0015:
14 DE MARÇO DE 2026 15 do sistema pode colocar em perigo todo o sistema. Nós querem
Pág.Página 15
Página 0016:
I SÉRIE — NÚMERO 67 16 Aplausos do CH. O Sr. Presidente: — Sr. Deputado Rui
Pág.Página 16
Página 0017:
14 DE MARÇO DE 2026 17 O Sr. Jorge Pinto (L): — … e por, mais uma vez, estar contra
Pág.Página 17
Página 0018:
I SÉRIE — NÚMERO 67 18 Vozes do CH: — Isso é que não! O Sr. Pedro Pinto (CH)
Pág.Página 18