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21 DE MARÇO DE 2026

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«Faleceu, no passado dia 7 de março, o fadista e guitarrista Carlos Macedo, intérprete e compositor que

marcou o universo do fado, distinguindo-se pela sua voz, pela mestria na guitarra portuguesa e pela dedicação

à divulgação desta expressão maior da cultura portuguesa.

José Carlos de Campos Macedo nasceu em Lousado, Vila Nova de Famalicão, a 9 de dezembro de 1946.

Desde muito jovem revelou aptidão para a música e para o fado, formando, aos 17 anos, um conjunto típico com

o seu nome e apresentando-se em rádio nacionais.

Mobilizado para Moçambique, integraria aí um grupo das Forças Armadas, alcançando grande popularidade,

sendo distinguido, em 1972, como “Rei do Fado em Moçambique”. Nesse período, gravou o seu primeiro disco,

que incluía o tema Guitarra Toca Baixinho, de Francisco José.

Após a independência, regressou a Portugal, editando o disco Até o Rei ia ao Fado, trabalho de grande êxito

popular, e colaborando também em inúmeras gravações de outros artistas. Em 1982, passou a integrar a

emblemática casa de fados Sr. Vinho, de Maria da Fé, onde permaneceu durante mais de duas décadas,

acompanhando a fadista em numerosas digressões internacionais.

Ao longo da sua carreira apresentou-se em palcos de referência, em países como Brasil, Espanha, Holanda,

Bélgica, França, Canadá e Macau, com destaque, nesse percurso, para atuações na Expo 98, no Coliseu dos

Recreios e no espetáculo da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a

Cultura), em Paris, ao lado de nomes maiores do fado como Mariza, Maria da Fé, Jorge Fernando e Cristina

Branco.

Em 2014, foi distinguido pela Fundação Amália Rodrigues com o prémio de Melhor Compositor,

reconhecimento do seu contributo artístico para o fado e para a música portuguesa.

Assim, a Assembleia da República manifesta o seu pesar pela morte de Carlos Macedo, fadista e guitarrista

que dedicou a sua vida à música e ao fado, deixando um legado artístico que permanece na memória do público

e na história desta expressão maior da cultura portuguesa, transmitindo as suas condolências à família e

amigos.»

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba de ser

lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Vamos guardar 1 minuto de silêncio.

A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.

Burburinho na Sala.

Srs. Deputados, o nosso guião tem 23 páginas, portanto, seria aconselhável que tivéssemos todos o máximo

de atenção.

Vamos votar o Projeto de Voto n.º 441/XVII/1.ª (apresentado pelo PAR e subscrito pelo CH) — De

congratulação à Seleção Nacional de Râguebi pela conquista do Campeonato Europeu.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Vamos proceder à votação, na generalidade, do Projeto de Lei n.º 465/XVII/1.ª (CH) — Altera o regime

jurídico que estabelece a atividade de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos

descaracterizados (TVDE).

Submetido à votação, foi rejeitado, com os votos contra do PS, da IL, do L e do BE, os votos a favor do CH,

do PAN e do JPP e as abstenções do PSD, do PCP e do CDS-PP.

Segue-se a votação, na generalidade, da Proposta de Lei n.º 53/XVII/1.ª (GOV) — Transpõe a Diretiva (UE)

2023/977, relativa ao intercâmbio de informações entre as autoridades de aplicação da lei dos Estados-

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