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1312 | II Série A - Número 031 | 06 de Abril de 2000

 

também que nesta casa terá pernoitado um dos Reis Filipes de Espanha.
- Empresas das Lousas de Valongo - com fachada de belíssima arquitectura em ardósia.
- Alminhas: em memória do Padre Américo (local do desastre); Nossa Senhora do Carmo (em memória dos mortos da Batalha de Ponte Ferreira)
Festas e feiras:
- Nossa Senhora da Encarnação - último Domingo de Maio;
- Martinho, Padroeiro (11 de Novembro);
- Feiras - todos os domingos das 8 às 13 horas;
- Feira semanal.
A freguesia de Campo possui uma zona de 292 hectares, classificada em PDM como zona industrial. Para essa zona a Câmara Municipal de Valongo aprovou um plano de urbanização, que permitirá, a curto prazo, um franco desenvolvimento da freguesia.
A zona industrial de Campo assume um papel importante na reabilitação e revitalização do território oriental da área metropolitana, traduzindo-se em fortes pressões para a localização de indústrias nas periferias, que usufruam de melhor acessibilidade e disponham, simultaneamente, de terrenos a menores custos e de mão-de-obra acessível.
A freguesia de Campo possui essas vantagens, pois localiza-se no eixo dinâmico que se estende entre o Porto e Penafiel, e ao longo da A 4. Assume, assim, ao nível regional, importante competitividade, permitindo ligações viárias que não excedem os 15 a 20 minutos da cidade do Porto, do porto de Leixões ou do aeroporto Francisco Sá Carneiro.
A zona industrial de Campo oferecerá um conjunto de equipamentos de apoio aos empresários, que passará por um centro de apoio, área de lazer, além de outros equipamentos. Tendo em conta estas condições, será de prever que a freguesia de Campo venha a sofrer um grande desenvolvimento, prevendo-se que venha a ser a zona industrial por excelência da Área Metropolitana do Porto.
A freguesia de Campo reúne todos os requisitos exigidos pela Lei n.º 11/82, de 2 de Junho, para ser elevada à categoria de vila.
Assim, o Deputado do Partido Social Democrata, abaixo assinado, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, apresenta o seguinte projecto de li:

Artigo único

A povoação de Campo, no concelho de Valongo, é elevada à categoria de vila.

Assembleia da República, 30 de Março de 2000. O Deputado do PSD, Manuel Moreira.

PROJECTO DE LEI N.º 159/VIII
ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE SOBRADO, NO CONCELHO DE VALONGO, À CATEGORIA DE VILA

Exposição de motivos

A origem do topónimo da freguesia de Sobrado é controversa. Citam-se algumas hipóteses sobre a palavra Sobrado. Sobrado vem do latim superatu, havendo vestígios deste topónimo em 1070 e em 1102.
No Dicionário da História de Portugal este termo significa o terreno que sobejou de uma série de terras, bem como a casa de mais de um andar.
Na documentação medieval a freguesia de Sobrado, denominada "Santo André de Sobrado", pertenceu até 1836 (data da formação do concelho de Valongo) ao julgado de Aguiar de Sousa.
Sobrado "era abadia da apresentação da família dos Baldaias, do Porto, passando depois aos seus descendentes - os Viscondes de Beire e família Pampelona. Pertenceu ao extinto bispado de Penafiel, Arcediago de Aguiar de Sousa (séc. XXII); Comarca eclesiástica de Penafiel - 1.º distrito (1856;1907). e à Vigararia de Valongo (1916;1970)".
Através das Inquirições Gerais de 1258, de D.Afonso II, sabe-se que a freguesia era atravessada por uma via que ligava o Porto a Guimarães. Vilar era a povoação mais antiga e caracterizava-se por um povoamento concentrado. Existiam então 51 casais, repartindo-se a posse da terra entre a Igreja as Ordens Beneditinas e os leigos. A sua economia era essencialmente agro-pastoril.
Segundo relata o Padre Joaquim Alves Lopes Reis, na monografia a "Villa de Valongo", "os povos que primeiro viveram por estes sítios descenderam todos dos que habitavam a Lusitânia, a que os latinos chamavam Gauli.
No dizer deste mesmo autor, foram os Celtas quem primeiro começou a explorar o ouro e a prata nas serras de Pias e Santa Justa. Os Fenícios e os Cartagineses exploraram igualmente esses metais, havendo vestígios dessa presença.
Contudo, foi com os Romanos que essa exploração se tornou intensiva e que nos é comprovada pelo rico espólio descoberto: lucernas, vasos de cobre, etc, bem como pelos fojos de mineração aurífera de que é exemplo o "Fojo das Pombas".
O domínio romano nas zonas litorais deu-se sem grandes incidentes. O mesmo não sucedeu no interior, onde a resistência à expansão do invasor teve aspectos de violência, tenacidade e espírito e unidade por parte dos naturais em defesa do seu território e das suas liberdades. No noroeste da Península a romanização desenvolveu-se num ambiente aguerrido, de tal forma que só pela força e violência Roma conseguiu impor-se ao insubmisso povo Lusitano.
Desta forma, muitos "castros" (povoações fortificadas no cimo dos montes) foram abandonados, sobretudo os que mais se opuseram ao domínio romano, dando lugar a Villas e pequenas cidades abertas que constituíam o centro onde se reunia a enorme quantidade de ouro extraído das minas do noroeste peninsular. Os famosos "fojos" da Serra do Pilar e de Santa Justa constituem exemplos vivos desta exploração.
Sobrado, com uma área de 20 km2, é a maior das cinco freguesias do município de Valongo. Situa-se no extremo nordeste deste, distando cerca de 6 km da sede do concelho e 17 km da cidade do Porto. É delimitada a poente por Quintarrei ou Quintarim; Sobrido ao sul; a norte Meda e a nordeste Vela.
A povoação de Sobrado, topograficamente, encaixa-se numa planície xistosa e fértil, cercada de montanhas, outrora ricas em madeira; é banhada pelo Rio Ferreira, afluente do Rio Sousa, tendo, ainda hoje, uma importância fundamental para a agricultura da região.

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