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23 | II Série A - Número: 085 | 19 de Março de 2009

incluída nesta serra, onde se situa uma enorme e enigmática concentração de blocos graníticos que arqueologicamente testemunha uma edificação de tempos muito remotos e que determinaram, ao que parece, o topónimo «Pedrada», situada no Outeiro Maior a cerca de 1416 m de altitude.

3 — Posição geográfica

A freguesia de Soajo situa-se numa zona privilegiada, ao norte do rio Lima, uma vez que uma significativa área está integrada no parque nacional, tendo no seu seio montanhas que atingem as maiores altitudes do distrito de Viana do Castelo. Soajo, com a sua ampla extensão territorial, encontra-se numa rota turística que passa pelo maior centro electro-produtor do País, no Soajo-Lindoso, por Castro Laboreiro e pelo Santuário Mariano, que fora edificado para o culto a Nossa Senhora das Neves, na sequência da primitiva ermida construída em remota data no vale da Peneda, no ancestral Soajo. Aliás, deve dizer-se que o Soajo é, no contexto do Alto Minho, uma área fascinante, devido ao relevo vigoroso das suas montanhas, talhadas nas suas profundidades por vales policromáticos onde o coberto vegetal e as águas cristalinas dos seus rios e ribeiros inebriarem em qualquer época do ano.

II Breve caracterização histórica

Soajo terá sido um dos primeiros julgados a ganhar autonomia e identidade próprias, sendo, outrossim, um dos municípios que já existia ao tempo da Condessa D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, fundadora no Soajo, do Mosteiro Beneditino de Ermelo. Na aurora da nacionalidade já os seus juízes eram escolhidos de entre os homens bons do concelho. Foi a sua área geográfica habitada nos tempos pré-históricos como bem atestam as muitas construções dolménicas, consideradas deste 1910, como monumento nacional com a designação de «Antas da Serra de Soajo». Todavia, os mais antigos documentos escritos que se conhecem sobre o Soajo reportam-se aos tempos da Condessa Mamadona Dias, fundadora do Castelo de Guimarães, sendo um deles do ano de 950, atestando que possuía nas montanhas e rios desta terra vacas, pesqueiras, monteiros e pomares. Desde os primeiros Reis de Portugal que Soajo foi preservado pela coroa real para a protecção das suas matas. Saliente-se que a identidade da serra era antiquíssima, pois em 1498, o Rei D.
Manuel I continuou a preservar, apenas, a norte do Mondego, o Soajo, como o fez com Sintra, Óbidos, Évora e poucos mais espaços geográficos. Vários documentos das chancelarias reais atestam os privilégios, liberdades e honras concedidos aos habitantes de Soajo, os quais bem evidenciam a existência do seu concelho e julgado desde o alvorecer da nacionalidade. O Rei D. Manuel I, na revisão dos antigos títulos concelhios — cartas de foros e forais —, outorgou foral novo em 1514, estatuto concelhio este onde continuaram bem patentes os privilégios consignados desde a primeira dinastia. A Câmara Municipal de Soajo, em 1821, resolveu fazer uma representação, dizendo que mais não queria aceitar as opressões do monteiromor que acumulava as direcções da «Montaria Real do Concelho da Vila de Soajo» nos termos das Provisões e Regimento desta. Em 1852 vários motins tiveram lugar na vila de Soajo, causando a paralisação do tribunal e da câmara municipal e obrigando à permanência de um Regimento de Infantaria de Braga, durante um mês, para que fosse assegurada a tranquilidade e ordem públicas e o funcionamento regular das repartições públicas. Com a retirada das tropas voltou a perturbação da ordem pública, o que deu azo a aproveitamentos para extinguir o concelho de Soajo. Em 1853 a Rainha D. Maria II acaba com o multissecular Julgado de Soajo, onde algumas décadas antes um célebre juiz de Soajo proferiu famosa sentença que apreciada no Tribunal da Relação no Porto daria lugar a mais uma cena que a ancestral cultura portuguesa registou para a posteridade. Foi grande a participação heróica dos habitantes de Soajo na defesa da independência de Portugal, como provam as crónicas militares de Espanha e outros documentos da chancelaria de D. Afonso VI.

III Aspectos demográficos

A população residente do Soajo foi crescente até 1960, não obstante se encontrar submetida a pressões de mobilidade migratória, sobretudo para Lisboa e arredores e, desde o começo do século XX, para os EUA.

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