O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

200 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013

Estes objetivos têm vindo a ser concretizados através da racionalização das despesas em saúde, tendo em vista uma maior eficiência na afetação dos recursos e na prestação de cuidados de saúde. Embora tenham sido efetuados programas de regularização de dívidas do SNS com vista à redução da dívida, persistem grandes desequilíbrios financeiros, sobretudo ao nível dos hospitais.
Para contrabalançar a redução das transferências prevista neste Orçamento do estado para 2014, ter-se-á que manter a redução na despesa. Para tal, o Ministério da Saúde deverá, a médio prazo, dar continuidade às medidas já implementadas, com o intuito de reforçar a sustentabilidade financeira do SNS, como condição necessária para garantir o direito universal à proteção da saúde. Desta forma, o Ministério da Saúde, pretende minimizar os efeitos desta redução sobre os cidadãos, assegurando que nada de essencial falta aos que mais precisam e, simultaneamente aumentar o acesso dos mais vulneráveis aos cuidados de saúde, considerando que a contribuição de todos para os esforços pedidos será proporcional à sua capacidade.
Para 2014 pode-se destacar, a permanência de conclusão da avaliação e análise da viabilidade do projeto do Hospital Oriental de Lisboa, como organismo cujo objetivo visa concentrar as principais valências e os serviços hospitalares do Hospital de S. José, do Hospital de Santo António dos Capuchos, do Hospital de St.ª Marta, do Hospital de D. Estefânia, do Hospital Curry Cabral e da Maternidade Alfredo da Costa. Esta medida, já prevista no Orçamento de Estado para 2013, tem como objetivo poupanças significativas através da otimização da afetação de recursos humanos e técnicos que, no momento atual, se encontram dispersos.

• MEDIDAS SETORIAIS A implementação do Plano Nacional de Saúde 2012-2016 é central para a redução da carga da doença e consequente crescimento do número de anos de vida com qualidade. Está prevista também a aplicação das medidas previstas nos Programas Nacionais Prioritários e a implementação da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde, com vista a melhorar a qualidade clínica e a segurança da prestação de cuidados de saúde. No que toca às medidas setoriais de redução de despesa a executar pelo Ministério da Saúde, o seu total ascenderá a 259,3 milhões de euros. Entre estas medidas destacam-se:

⇒ O prosseguimento do trabalho em curso, de adaptação da rede de oferta de cuidados de saúde à dinâmica e ao perfil da procura.
⇒ A reforma hospitalar assente na elaboração de planos estratégicos para cada hospital que consagrem a respetiva carteira de serviços é basilar, aumentando em simultâneo a qualidade dos serviços prestados.
⇒ O alargamento das compras centralizadas de dispositivos médicos e de outros bens e serviços de grande consumo no SNS, que proporcionará economias de escala e poupanças adicionais.

De acordo com o Relatório do Orçamento de Estado para 2014, serão igualmente de ter em conta, para serem prosseguidas, medidas que já se encontram em curso, nomeadamente: − A obrigatoriedade da prescrição eletrónica de medicamentos e de meios de diagnóstico quando abrangidos pela comparticipação pública, receitados por todos os médicos pertencentes ao setor público ou privado; − A continuação do processo de devolução de hospitais às Misericórdias; − A publicação de novas normas de orientação clínica e a implementação de um sistema de auditoria da sua aplicação; − A implementação do Formulário Nacional do Medicamento, abrangendo o meio ambulatório e hospitalar; − A consolidação e o alargamento da prescrição eletrónica a cuidados de saúde e terapêuticas, com desmaterialização completa do circuito de prescrição, dispensa e conferência de medicamentos; − A promoção do aumento da utilização de medicamentos genéricos e fiscalização da implementação da prescrição e dispensa de medicamentos por DCI (Denominação Comum Internacional);

Páginas Relacionadas
Página 0205:
205 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 COMISSÃO DE SEGURANÇA SOCIAL E TRA
Pág.Página 205
Página 0206:
206 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 Na sequência da evolução registada
Pág.Página 206
Página 0207:
207 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 c p d u c E n
Pág.Página 207
Página 0208:
208 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 I.4 SOLIDARIEDADE, EMPREGO E SEGUR
Pág.Página 208
Página 0209:
209 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 • Concretizar a racionalização e s
Pág.Página 209
Página 0210:
210 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 Quanto à transferência corrente ef
Pág.Página 210
Página 0211:
211 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 Quadro 5 – Despesas dos Serviços I
Pág.Página 211
Página 0212:
212 | II Série A - Número: 019S1 | 2 de Novembro de 2013 PARTE III – OPINIÃO DO DEPUTADO AU
Pág.Página 212