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84 | II Série A - Número: 104 | 31 de Março de 2015

4 Modes de garde et d’accueil des jeunes enfants en 2013
parents qui travaillent à temps plein et qui gardent leur enfant à titre principal ont le plus souvent des horaires de travail décalés, ce qui permet un relais auprès de l’enfant (Sautory, 2011). Dans environ un cas sur cinq, la mère travaille à domicile et peut, dans une certaine mesure, s’organiser pour assurer la garde de son enfant. Toutefois, lorsque les deux parents travaillent à temps complet, le recours à un mode de garde extérieur à la famille reste la solution la plus fréquente : 38 % des enfants sont confiés à titre principal à une assistante maternelle et 21 % à un EAJE (tableau 2).
Le recours aux assistantes maternelles et aux EAJE a augmenté depuis 2002
Depuis 2002, les enfants de moins de 3 ans sont moins souvent gardés à titre principal par leurs parents ( -9 points) [graphique 2]. Cela se traduit par un recours plus fréquent aux services d’accueil d’une assistante maternelle (+6 points entre 2002 et 2013, hausse pour l’essentiel constatée entre 2002 et 2007) ou d’un EAJE (+4 points). Les évolutions sont similaires pour les enfants dont au moins un parent ne travaille pas à temps complet (graphique 3).
D’une part, l’offre de places d’accueil pour les moins de 3 ans a significativement progressé. Au cours de la décennie 2002-2012, le nombre d’enfants de moins de 3 ans a augmenté de 3,5 %, tandis que le nombre de places disponibles auprès des assistantes maternelles agréées est passé de 654 000 à 944 000 en France métropolitaine. Quant à l’offre de places dans les EAJE, elle a évolué de 299 000 places à 387 000 durant cette période (Borderies, 2014).
D’autre part, le recours à ces modes d’accueil extérieurs à la famille a connu une forte hausse entre 2002 et 2007, avec la mise en place de la prestation d’accueil du jeune enfant (PAJE) en 2004 et du crédit d’impôt pour frais de garde en 2005 et 2006.
Cette progression du recours aux modes de garde formels accompagne un accès croissant des mères à l’emploi : le taux d’emploi des mères d’au moins un enfant de moins de 3 ans est ainsi passé de 55,4 % en 2003 à 58,9 % en 2013 d’après les enquêtes Emploi de l’INSEE. Si l’activité des parents était restée inchangée durant cette période, la part des enfants gardés principalement par leurs parents aurait diminué de seulement 3 points entre 2002 et 2013. Lorsque les parents travaillent tous les deux à temps complet, le recours à titre principal à un mode de garde extérieur à la famille s’est peu modifié au cours des dix dernières années. En 2013 comme en 2002, les enfants sont 27 % à être gardés à titre principal par leurs parents.
Les modes de garde varient selon le niveau de vie des parents
Les modes d’accueil utilisés dépendent aussi de la catégorie socioprofessionnelle et du niveau de vie des parents, lui-même lié à l’activité de ces derniers. Garder ses enfants est plus fréquent dans les familles les plus modestes, où l’arbitrage financier entre revenu d’activité et coût de la garde peut jouer en faveur d’un arrêt d’activité. Ainsi, 88 % des enfants de moins de 3 ans appartenant aux 20 % des ménages les plus modestes sont gardés à titre principal par leurs parents (tableau 2). Toutefois, même dans les familles les plus aisées, garder ses enfants en semaine est une situation relativement courante : 29 % des enfants de moins de 3 ans appartenant aux familles relevant du dernier quintile de niveau de vie passent la majeure partie de la semaine avec leurs parents.
Le mode d’accueil extraparental varie fortement selon le niveau de vie. Une fois toutes les aides déduites, le reste à charge des parents peut être plus élevé pour un recours à une assistante maternelle que pour un EAJE : il dépend de la durée d’accueil et du salaire horaire de l’assistante maternelle (Haut Conseil de la famille, 2014).
L’emploi d’une assistante maternelle nécessite, en outre, d’avancer des sommes plus importantes avant de recevoir les allocations et de bénéficier des réductions d’impôt.
Dans les familles aisées, les enfants dont les parents n’assurent pas la garde sont majoritairement confiés à une assistante maternelle. En bas de l’échelle des revenus (premier et deuxième quintiles de niveau de vie), c’est l’inverse : les enfants non gardés à titre principal par leurs %
70 %
63 %
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2007
2013 Parents Grands-parents et autres membres de la famille
Assistante maternelle agréée EAJE
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Parents
Grands-parents
ou autres membres
de la famille
Assistante maternelle
agréée
EAJE
Autres*
En %
g graphique 2
Évolution du mode de garde principal des enfants de moins de 3 ans en semaine de 8 heures à 19 heures entre 2002 et 2013
EAJE : établissement d’accueil du jeune enfant.
(*) Garde à domicile, école, assistante maternelle non agréée, ami, voisin, baby-sitter ou autre personne extérieure à la famille, jardin d’enfants, garde périscolaire, centre de loisirs ou établissement spécialisé.
Champ • France métropolitaine, enfants de moins de 3 ans.
Sources • Enquêtes Modes de garde et d’accueil des jeunes enfants, DREES, 2002, 2007 et 2013.

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