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96 | II Série A - Número: 104 | 31 de Março de 2015

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L’ICF issu du recensement est donc inférieur à celui du bilan démographique L’indice conjoncturel de fécondité tiré des recensements, calculé par la méthode des enfants au foyer, est pour toutes ces raisons inférieur à celui calculé à partir des naissances enregistrées par l’état civil et de la population de femmes tirée des estimations de population (graphique 1). Cet écart s’explique par les différences de champ et de concept entre les deux méthodes. Il varie dans le temps : l’écart entre l’ICF calculé par la méthode des enfants déclarés au foyer et l’ICF du bilan démographique est de 3 % à 5 % pour les recensements de 1975 à 1999 et pour les EAR 2005 et 2006 (qui mesurent les ICF des années qui précédent les recensements) ; il s’élève à environ 6 % dans les EAR 2008 et 2009 (qui mesurent les ICF 2007 et 2008) et s’abaisse à environ 4,5 % dans les EAR 2010 (qui mesure l’ICF de 2009) et 2011 (qui mesure l’ICF de 2010) (graphique 1 bis).

Graphique 1 : Indicateur conjoncturel de fécondité (ICF) selon les sources

Graphique 1 bis : Écart relatif entre les deux ICF (Bilan démographique / Recensements)

Champ : France métropolitaine.
Source : Insee, statistiques d’état civil, recensements généraux de la population 1975, 1982, 1990, 1999 et enquêtes annuelles de recensement 2005 à 2011.
Lecture : L’ICF de 1974 calculé dans le bilan démographique est supérieur de 4,2 % à celui estimé à partir de la méthode des enfants déclarés au foyer au recensement de 1975.

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1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010
Bilan
démographique
Recensement /
EAR

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