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II SÉRIE-A — NÚMERO 72

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visitas mútuas entre produtores, investigadores e chefs, para estabelecerem pontes e conhecerem melhor as

respetivas realidades, de modo a conciliar e ultrapassar disparidades entre oferta e procura.

E, nesta lógica, é também fundamental continuar a promover a educação com vista à tomada de consciência

da problemática alimentar, naturalmente enquadrada nos problemas ambientais, globais e locais. Educação

essa que crie, cada vez mais, uma responsabilização individual face ao consumo alimentar, e conduza a uma

mudança de atitudes.

As alterações climáticas, cada vez mais presentes e frequentes, são uma realidade com que todos nos

defrontamos e afastam aquele que, até há poucos anos, podia ser considerado um padrão “normal” das quatro

estações, dificultando a escolha de culturas e variedades, e criando dificuldades acrescidas na análise,

prevenção e mitigação de eventuais riscos associados aos fenómenos climáticos.

A agricultura é um dos sectores que contribui para as alterações climáticas, mas que, simultaneamente é

também mais afetado, quer pelo aumento de pragas e doenças, quer pela falta de água para regadio, que podem

provocar perdas elevadas de produção e do rendimento dos agricultores.

Por este motivo, a investigação agrária é de extrema importância, sendo de salientar, nesta área, o trabalho

que tem sido desenvolvido pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária no melhoramento e

desenvolvimento de variedades mais adaptadas às especificidades territoriais, mais produtivas e mais eficientes

na utilização da água.

Mas apesar de todo o trabalho já realizado, há ainda uma lacuna ao nível da disponibilização da informação,

que é muita, muito dispersa e, por isso, de difícil acesso.

Uma melhor articulação e disponibilização acessível da informação e dos resultados de investigação no

agroalimentar ajudaria, desde logo, a que agricultores e produtores pudessem fazer opções que fossem de

encontro aquilo que quer a indústria quer os consumidores finais preferem, melhorando e desenvolvendo

produtos endógenos, conciliando oferta e procura, e potenciando assim a atividade agrícola, tão importante para

o interior do país.

Cabendo-nos preservar todos estes valores e transmiti-los às gerações vindouras como uma visão de

conjunto — a ideia de que aquilo que comemos começa muito antes de chegar à cozinha –, torna-se necessária

uma maior coordenação e união de esforços, esbatendo as fronteiras entre agricultor e consumidor.

Enquanto políticos, temos um papel a desempenhar na mobilização de todos os setores da sociedade nesse

sentido.

Neste contexto, o Grupo Parlamentar do CDS-PP, ao abrigo das disposições constitucionais e

regimentais aplicáveis, recomenda ao Governo:

— que crie uma plataforma de coordenação da cadeia alimentar, da investigação ao agricultor,

passando pela indústria e chegando ao consumidor, para que o acesso à informação relevante de todo

o processo contribua para uma melhor tomada de decisão;

— que crie uma plataforma comum para produtores, grandes, médios e pequenos, por forma a que

todos possam ter possibilidade de disponibilizar os seus produtos, bem como estabelecer pontes e

conhecer melhor as respetivas realidades, conciliando e ultrapassando disparidades entre oferta e

procura;

— que continue a promover a educação com vista à tomada de consciência da problemática alimentar.

Palácio de São Bento, 16 de fevereiro de 2018.

Os Deputados do CDS-PP: Patrícia Fonseca — Nuno Magalhães — Telmo Correia — Hélder Amaral —

Cecília Meireles — Álvaro Castelo Branco — Ana Rita Bessa — António Carlos Monteiro — Assunção Cristas

— Filipe Anacoreta Correia — Filipe Lobo D' Ávila — Ilda Araújo Novo — Isabel Galriça Neto — João Pinho de

Almeida — João Rebelo — Pedro Mota Soares — Teresa Caeiro — Vânia Dias da Silva.

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