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24 DE MAIO DE 2021

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2) Secundária progressiva:

a) Inicialmente com curso de surto-remissão seguido por uma progressão com ou sem surtos, remissões

mais curtas e progressão entre os surtos.

3) Primária progressiva:

a) Existe uma progressão desde o início com ocasional estabilização e/ou escassa melhoria clínica de curta

duração.

4) Progressiva recidivante:

a) Existe uma progressão desde o início, com surtos bem definidos com recuperação completa ou parcial;

b) Os períodos entre os surtos caracterizam-se por uma contínua progressão da doença.

5) Síndrome clínica isolada:

a) Em cerca de 85% dos utentes a esclerose múltipla inicia-se por surtos. Num número significativo dos

casos, observa-se, logo no primeiro episódio e nos exames de ressonância magnética destes doentes, lesões

sugestivas de doença desmielinizante cumprindo estes doentes o conceito de doentes com síndrome clínico

isolado;

b) Os doentes com síndrome clínica isolada caracterizam-se por terem um episódio clínico agudo sugestivo

de doença desmielinizante; (…)».

Ainda de acordo com a DGS, «Apesar de, na atualidade, não existir cura para a esclerose múltipla, o

tratamento é possível exigindo, porém, uma abordagem multidisciplinar. O tratamento da esclerose múltipla,

embora obedeça a regras gerais de atuação, não deixa de ter um caráter individualizado. No tratamento da

esclerose múltipla devem ser considerados quatro diferentes abordagens:

1) Tratamento dos surtos;

2) Tratamento dos sintomas;

3) Tratamento modificador da doença;

4) Tratamento de suporte.

(…) A educação terapêutica e a informação à pessoa com esclerose múltipla e a disponibilidade da equipa

do centro de tratamento de esclerose múltipla e da consulta de neurologia de esclerose múltipla são essenciais

para melhorar a adesão ao tratamento.»

Sendo uma doença altamente incapacitante, a EM tem fortes impactos que não podem ser negligenciáveis.

Em dezembro de 2020 foi publicado o «Consenso Estratégico Nacional para a Esclerose Múltipla», da

responsabilidade da Unidade de Saúde Pública do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica

Portuguesa. Este projeto, desenvolvido ao longo do ano de 2019 sob a forma de Think Tank, teve uma condução

científica rigorosa envolvendo especialistas de Neurologia do Grupo de Estudos da Esclerose Múltipla (GEEM),

o Colégio da Especialidade de Neurologia da Ordem dos Médicos, a Ordem dos Enfermeiros, a Ordem dos

Farmacêuticos, a Ordem dos Psicólogos, o INFARMED IP, a APIFARMA, Associações de doentes de EM, bem

como representantes de Grupos Parlamentares.

Com o objetivo de promover uma reflexão sobre a EM, este «(…) trabalho visou a proposição de novas

Políticas de Saúde Pública focalizadas na Esclerose Múltipla, face aos desenvolvimentos científicos e

tecnológicos que se verificaram na última década, bem como os que são expectáveis nos próximos os anos,

num horizonte temporal de três a cinco anos. (…)». Assim, o trabalho deste Think Tank culminou na

apresentação detalhada de «(…) 15 principais sugestões de intervenção na Esclerose Múltipla (…) onde, repete-

se, se assume que é possível fazer muito mais pelas pessoas com EM, cuidadores e famílias sem aumentar a

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