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II SÉRIE-B — NÚMERO 43

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VOTO N.º 187/XII (3.ª)

DE PESAR PELO FALECIMENTO DE JOÃO LOPES PORTO

João Lopes Porto faleceu a 23 de abril de 2014, aos 73 anos de idade.

Dedicou toda a sua vida à causa pública, movido por firmes convicções políticas, por um humanismo

constante e por uma incansável dedicação ao bem-comum.

Licenciado em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), elegeu o

ensino como missão. Nessa mesma instituição, foi docente de várias disciplinas, partilhando com gerações de

estudantes o seu entusiasmo pela construção e, assim, formando os engenheiros do presente. Um entusiasmo

que, de resto, colocou em prática ao longo de uma longa vida profissional, nomeadamente na empresa Metro

do Porto. Entre 1994 e 2000, período em que foram lançados os primeiros concursos e iniciadas as primeiras

obras, João Lopes Porto foi Diretor-Geral da empresa e responsável pelo arranque do projeto.

O seu carácter interventivo guiou-o para uma assumida paixão pela política. Homem notável do Porto, foi

nessa mesma cidade que, em 1974, fundou e dinamizou o CDS, inscrevendo o seu nome na história do

Partido, de que foi dirigente nacional em vários cargos e com diferentes lideranças. Foi Deputado à

Assembleia da República pelo CDS, entre 1976 e 1985, e membro da Comissão Parlamentar de Equipamento

e Ambiente, da qual foi Vice-Presidente, entre 1976 e 1979. Desempenhou ainda funções governativas,

primeiro enquanto Secretário de Estado das Obras Públicas, em 1978, e depois enquanto Ministro da

Habitação e das Obras Públicas, entre 1980 e 1981, integrando o VI Governo Constitucional, liderado por

Francisco Sá Carneiro. A serena intensidade da sua ação política tornou-o um dos edificadores do nosso

regime democrático e, também por isso, ocupa um lugar de destaque na história da democracia portuguesa.

Homem de fé, João Lopes Porto defendeu sempre os princípios e os valores em que toda a vida acreditou,

em particular os da democracia-cristã e os da Doutrina Social da Igreja, alicerçando neles as suas várias

intervenções públicas — na Ordem dos Engenheiros, em instituições de solidariedade social e em ONG. A

forma generosa e perseverante com que enfrentou os seus desafios tocou e inspirou os que com ele

contactaram — na política, na universidade ou na vida pública. Todos eles lamentam o seu desaparecimento,

mas nenhum esquecerá o que João Porto lhes deixa como exemplo e herança. Também o país recordará

sempre o engenheiro que gostava de construir e que, sempre fiel à causa pública, participou da construção do

nosso regime democrático.

A Assembleia da República agradece a João Lopes Porto a dedicação ao país, que o singularizou na

sociedade portuguesa e na história da nossa democracia, e apresenta a toda a sua família e amigos as suas

sentidas condolências.

Os Deputados do CDS-PP, Nuno Magalhães — Telmo Correia — José Ribeiro e Castro — Hélder Amaral

— Cecília Meireles — Rui Barreto — Michael Seufert — Filipe Lobo d' Ávila — Fernando Barbosa — João

Paulo Viegas — Manuel Isaac — Raúl de Almeida — Abel Baptista — João Gonçalves Pereira — Paulo

Almeida.

———

VOTO N.º 188/XII (3.ª)

DE PESAR PELO FALECIMENTO DE VASCO GRAÇA MOURA

Vasco Graça Moura morreu, mas não nos deixou.

Recordar Vasco Graça Moura como poeta é pouco. Foi escritor, poeta, ensaísta, tradutor, letrista,

advogado, político, Deputado Europeu, Secretário de Estado. Foi acima de tudo um livre-pensador.

Como Homem, Vasco Graça Moura era um de nós, mas não se tratava de um mero mortal: era um génio

com múltiplos talentos.

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