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29 DE NOVEMBRO DE 2017

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Reparem na sofisticação do pré-juízo... «parece que a senhora ministra andou fugida ou escondida ou que

a função dela é andar sempre em público…» (MD). É como se o trabalho dos ministros se passasse no espaço

público… tudo o que o jornalista dissesse a seguir estava contaminado por este pré-julgamento idiota e sabemos

que o jornalista não o ignora… Mais, isto já é apresentado como uma nova estratégia governamental — os

Ministros trabalharem nos seus Gabinetes — e, pasme-se, esta estratégia é promovida pelo Presidente da

República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, assim nos querem fazer crer.

Citamos um exemplo “moderado” de manipulação da informação, não vamos sequer ao básico da entrevista

às pessoas em pânico que veem o fogo ameaçar as suas casas. Nestas situações trágicas os jornalistas locais

chegam a atingir o ridículo… mas trágico porque envolve a vida das pessoas.

Não é legítimo começar telejornais em semanas que não terminam pedindo a cabeça de responsáveis ou

criando a desorientação e o medo entre a população ameaçando-as que os serviços públicos estão

descomandados… descomandada está a Comunicação Social (C.S.).

Não é legítimo começar os telejornais semanas a fio querendo apressar investigações de carácter

académico-científico e/ou policial que ainda agora começaram… Se a CS privada além da informação, talk-

shows, telenovelas e globos de ouro, tem que garantir mais-valias aos seus acionistas, o que é legítimo. Esse

não é, não pode ser, o objetivo da C.S. pública, mas sim: informar e ser sustentável.

No mínimo, já não vamos ao ponto de ser didática-pedagógica, mas tem que manter a população informada,

convidar à cidadania e proteção das camadas sociais mais desfavorecidas, e não onerar ainda mais os cidadãos.

Esta perspetiva, estes valores, têm que estar permanentemente no dia-a-dia dos trabalhadores da C.S.

pública, contrariando o vale-tudo-consumista da sociedade em que tudo é espetáculo. Não se trata de repetir

velhos chavões como defender o Estado Social, mas sim, manter um nível de coesão social para que Portugal

seja mais que uma Nação de oitocentos anos mas uma verdadeira comunidade.

Para os abaixo-assinados a C.S. pública não tem refletido estes valores básicos e, se bem que aceitemos

que se possa pensar diferentemente, vimos solicitar junto da Assembleia da República um debate alargado para

que se reflita sobre as práticas da C.S. pública impedindo que esta possa servir quaisquer interesses políticos

que não os que servem objetivamente a maioria da população portuguesa.

Para isso temos que ter profissionais isentos e equidistantes de qualquer poder — assuma ele as formas que

assumir. Aguardando um agendamento para o mais breve possível.

Data de entrada na AR: 27 de outubro de 2017.

O primeiro subscritor, Mário José Afonso Gomes.

Nota: — Desta petição foram subscritores 1347 cidadãos.

A DIVISÃO DE REDAÇÃO E APOIO AUDIOVISUAL.

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