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22 DE NOVEMBRO DE 2019

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VOTO N.º 37/XIV/1.ª

DE PESAR PELO FALECIMENTO DE MILITAR DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA EM

ACIDENTE RODOVIÁRIO NA A42

Na presente semana, Jorge Gomes, Cabo da Guarda Nacional Republicana, quando no cumprimento das

funções que o Estado lhe confiou, para o efeito numa patrulha do Destacamento de Trânsito do Porto, foi

conjuntamente com várias pessoas abalroado por uma viatura que se despistou na A42, em Arreigadas,

distrito do Porto, tendo deste lamentável acidente resultado a sua morte.

Este desfecho, que independentemente dos envolvidos e das circunstâncias seria sempre trágico e fatídico,

toma contornos ainda mais tristes quando o militar falecido foi atropelado quando já no local se encontrava a

prestar assistência a outro acidente que ali mesmo se tinha verificado pouco tempo antes.

Num país em que tão-pouco se respeitam as forças de autoridade e em que, diária e gratuitamente, o

Estado não valoriza devidamente todos quantos dedicam a sua vida à nossa em serviço da Pátria, o Chega

transmite o seu mais sincero e profundo pesar pela morte do militar Jorge Gomes, endereçando aos seus

familiares e amigos as mais sentidas condolências.

Sentidas condolências se estendem também aos familiares e amigos das restantes vítimas mortais

igualmente envolvidas.

São Bento, 18 de novembro de 2019.

O Deputado do CH, André Ventura.

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VOTO N.º 38/XIV/1.ª

DE PESAR PELA MORTE DE JOSÉ MÁRIO BRANCO

José Mário Branco, nome maior da música e da arte portuguesas, figura incontornável da vida cultural nos

últimos 50 anos, morreu no dia 19 de novembro de 2019, aos 77 anos.

Incansável antifascista, JMB começou o seu ativismo ainda adolescente, tendo mais tarde sido refratário da

guerra colonial. Lutou noutro campo, o da música, afirmando a cantiga como uma arma. Em França, onde se

refugiou do regime ditatorial português, JMB mobilizou os europeus, em particular portugueses e franceses,

para a causa democrática portuguesa. Desde lá, muitas foram as suas participações em ações pela

democracia – em Portugal e noutros pontos do planeta – nunca cedendo na defesa do princípio cintilante da

liberdade. Ainda recentemente, quando Portugal se via severamente escrutinado pela troika, JMB, uma vez

mais, sairia à rua, para cantar «não há truque que não lucre ao FMI».

Cantou poetas e sonhos e levou as suas palavras sob forma de canto às pessoas, percorrendo o país de

ponta a ponta, tendo também dedicado a sua mestria ao cinema e ao teatro. Musicou Bertolt Brecht e a

respetiva peça A Mãe, onde pediu um casaco novo e não remendos e côdeas. Estão também associados

trabalhos maiores da música de intervenção de outros autores, como o disco Cantigas do Maio, de Zeca

Afonso, do qual foi produtor. Nos últimos anos, dedicou-se à produção de discos de fado, da qual saíram

várias colaborações.

Ficam na história muitas das suas canções como: Inquietação, que nos lembra que o «desconforto» não se

esgotou com a democracia; Ser Solidário, que nos exorta a ser solidários «pr’além da vida»; Do que um

homem é capaz, que nos ensina que «há princípios e há valores, há sonhos e há amores que sempre irão

abrir o caminho» ou nos leciona «sobre a morte»; e, por último, como o poema de Natália Correia Queixa das

Almas Jovens Censuradas.

Figuras da dimensão de José Mário Branco, não morrem: resistem. Como nos canta no seu último álbum,

de 2004, Resistir é vencer.

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