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II SÉRIE-B — NÚMERO 6

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ao teatro. Marcou sempre pelo rigor, pela exigência estética e pela radicalidade do seu compromisso ético.

José Mário Branco nasceu no Porto, em 1942. Frequentou o curso de História, em Coimbra e, depois, no

Porto. Antifascista, perseguido pela PIDE, a sua intervenção cívica empenhada e atividade política levaram-no

ao exílio em França, em 1963, onde nunca deixou de lutar pelo fim da ditadura. Regressou a Portugal em

1974, com a liberdade, para ajudar a construir um País mais justo, propósito que nunca deixou de o inquietar.

Em 1974 e 1975, participou no movimento de renovação da música portuguesa e na mobilização popular pela

transformação social. O seu ativismo passou também pela UDP, da qual foi fundador, sendo eleito membro do

seu Conselho Nacional em 1980. Apoiou a criação do Bloco de Esquerda, em 1999, do qual foi dirigente,

integrando a Mesa Nacional.

José Mário Branco deixa ao País um legado musical precioso, assim como um exemplo de inconformismo,

rebeldia e coerência que ajudaram também a construir a nossa democracia.

A Assembleia da República, reunida em sessão plenária, expressa o seu pesar pelo falecimento de José

Mário Branco, endereçando aos familiares e amigos as suas mais sinceras condolências.»

Palácio de São Bento, 19 de novembro de 2019.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

Outros subscritores: Joana Bento (PS) — Elza Pais (PS) — Hugo Carneiro (PSD) — Hugo Carvalho (PS)

— Marta Freitas (PS) — Vera Braz (PS) — Lúcia Araújo Silva (PS) — Palmira Maciel (PS) — Edite Estrela

(PS) — Carlos Brás (PS) — Joana Sá Pereira (PS) — Mara Coelho (PS) — Fernando Anastácio (PS) — Maria

Gabriela Fonseca (PSD) — Joaquim Barreto (PS) — Olavo Câmara (PS) — André Pinotes Batista (PS) —

Pedro do Carmo (PS) — Cristina Jesus (PS) — Catarina Marcelino (PS) — Ana Passos (PS) — João Moura

(PSD) — Joana Lima (PS) — Hortense Martins (PS) — Susana Correia (PS) — Francisco Rocha (PS) — Hugo

Oliveira (PS) — Rita Borges Madeira (PS) — Alexandra Tavares de Moura (PS) — Cláudia Santos (PS) —

Bruno Aragão (PS) — Maria da Graça Reis (PS) — Pedro Sousa (PS) — Filipe Pacheco (PS) — Nuno

Fazenda (PS) — Rosário Gambôa (PS) — João Miguel Nicolau (PS) — Lúcia Araújo Silva (PS) — Cristina

Moreira (PS) — Santinho Pacheco (PS) — Jorge Salgueiro Mendes (PSD) — João Gouveia (PS) — Ricardo

Pinheiro (PS) — Telma Guerreiro (PS) — José Manuel Carpinteira (PS) — Clarisse Campos (PS) — Sofia

Araújo (PS) — Cristina Sousa (PS) — Bruno Coimbra (PSD) — Romualda Fernandes (PS) — Hugo Carvalho

(PS) — Sérgio Marques (PSD) — Jorge Gomes (PS) — Ana Maria Silva (PS) — Sara Velez (PS).

———

VOTO N.º 45/XIV/1.ª

DE PESAR PELO FALECIMENTO DE MARIA ARGENTINA PINTO DOS SANTOS

Morreu esta semana, no dia 18 de novembro, aos 95 anos de idade, a emblemática fadista lisboeta

Argentina Santos. Nascida na Mouraria, a 6 de fevereiro de 1924, começou a sua ligação ao fado como

cozinheira na Parreirinha de Alfama, onde começou a cantar com outros grandes nomes do fado alfacinha.

Mais tarde, na década de 50, comprou o espaço e transformou-o num dos locais mais icónicos do fado.

Iniciou a sua carreira discográfica em 1958, lançou o seu primeiro álbum em 1978 e o último, a solo, viria a

ser editado em 2002. Em 2009, sofreu um acidente vascular cerebral, o que a levou a afastar-se dos palcos.

Argentina Santos levou o fado e Portugal até ao Brasil, Grécia, França, Holanda, Reino Unido, Espanha e

Itália, tendo sido tornada patrona da Academia do Fado em Recanati e homenageada em Ascona.

No nosso País, o Museu do Fado homenageou a fadista em novembro de 1999, tendo, então, recebido a

medalha de louvor da Câmara Municipal de Lisboa e o diploma de Sócia de Mérito entregue pela Associação

Portuguesa dos Amigos do Fado.

Já em 2005, recebeu o Prémio Amália e viu a sua Parreirinha de Alfama ser distinguida com o troféu para

casas de fado/Casa da Imprensa, entregue na Grande Noite do Fado de Lisboa, no Teatro São Luiz.

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