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II SÉRIE-B — NÚMERO 42

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O foguetão que lançou a cápsula no espaço descolou no passado dia 30 de maio entra para a história da

investigação e ciência espacial, por ter sido a primeira missão espacial de uma empresa privada, a SpaceX de

Elon Musk, a colocar astronautas em órbita, abrindo assim uma nova era na relação entre a humanidade e o

espaço.

Até agora, os projetos da NASA têm sido sempre executados com os seus próprios meios, sendo a agência

americana a proprietária e a única responsável pelas operações dos seus veículos espaciais, sendo que desde

2011 que a NASA não realizava um voo para o espaço a partir de solo americano.

Com o contrato assinado em 2014 com a SpaceX, e também com a Boeing, iniciou-se o caminho que permitiu

agora este momento histórico na relação com o espaço. O novo modelo de operações da NASA inicia-se agora

com o transporte de tripulação do setor comercial a funcionar baseado numa parceria público-privada. A SpaceX

(que já viajou até à estação em testes com a cápsula Crew Dragon sem tripulação) e a Boeing (que criou o

foguetão CST-100 Starliner) são as entidades comerciais privadas contratadas para o transporte do futuro.

Pelo exposto, a Assembleia da República reunida em sessão plenária saúda a missão espacial

SpaceX/NASA, os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken, e todos os envolvidos nesta missão histórica

espacial.

Palácio de São Bento, 2 de junho de 2020.

Os Deputados do PSD: Adão Silva — Afonso Oliveira — Alberto Fonseca — Alberto Machado — Alexandre

Poço — Álvaro Almeida — Ana Miguel dos Santos — André Coelho Lima — André Neves — António Cunha —

António Lima Costa — António Maló de Abreu — António Topa — António Ventura — Artur Soveral Andrade —

Bruno Coimbra — Carla Barros — Carla Borges — Carla Madureira — Carlos Alberto Gonçalves — Carlos

Eduardo Reis — Carlos Peixoto — Carlos Silva — Catarina Rocha Ferreira — Clara Marques Mendes — Cláudia

André — Cláudia Bento — Cristóvão Norte — Duarte Marques — Duarte Pacheco — Eduardo Teixeira — Emídio

Guerreiro — Emília Cerqueira — Fernanda Velez — Fernando Negrão — Fernando Ruas — Filipa Roseta —

Firmino Marques — Helga Correia — Hugo Carneiro — Hugo Patrício Oliveira — Hugo Martins de Carvalho —

Isabel Lopes — Isabel Meireles — Isaura Morais — João Gomes Marques — João Moura — Jorge Paulo Oliveira

— Jorge Salgueiro Mendes — José Cancela Moura — José Cesário — José Silvano — Lina Lopes — Luís Leite

Ramos — Luís Marques Guedes — Márcia Passos — Maria Gabriela Fonseca — Maria Germana Rocha —

Mónica Quintela — Nuno Miguel Carvalho — Ofélia Ramos — Olga Silvestre — Paulo Leitão — Paulo Moniz —

Paulo Neves — Paulo Rios de Oliveira — Pedro Alves — Pedro Pinto — Pedro Rodrigues — Pedro Roque —

Ricardo Baptista Leite — Rui Cristina — Rui Rio — Rui Silva — Sandra Pereira — Sara Madruga da Costa —

Sérgio Marques — Sofia Matos.

———

PROJETO DE VOTO N.º 248/XIV/1.ª

DE PESAR PELA MORTE DE BEATRIZ LEBRE

No dia 22 de maio morreu Beatriz Lebre, alegadamente às mãos de um colega seu de mestrado. O seu corpo

foi atirado ao Tejo e encontrado no dia 29 de maio.

Beatriz Lebre tinha 23 anos, era natural de Elvas, licenciada em Psicologia pelo Instituto Universitário de

Lisboa (ISCTE) e encontrava-se a tirar o mestrado. Era uma trabalhadora-estudante, encontrava-se a trabalhar

numa loja de um centro comercial e, segundo a própria, as artes eram a sua paixão.

A revolta que sentimos pela sua morte acentua-se quando constatamos que a violência contra mulheres

continua a ocorrer na nossa sociedade, enquanto fenómeno complexo e problema estrutural que atravessa todas

as classes sociais, etnias, idades, culturas ou religiões e que resiste a todas as tentativas de combate.

A violência contra as mulheres por serem mulheres constitui-se como uma ferida que rasga a sociedade

portuguesa e todas as sociedades sob formas diversas, em que o femícidio se afirma como a sua mais extrema

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