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14 DE NOVEMBRO DE 2020

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inclusivamente, um museu, o DDR Museum, que documenta na perfeição o estilo de vida comunista na

Alemanha Oriental, através de objetos típicos daquela época, comprovando como o lado oriental da Europa se

encontrava subdesenvolvido quando a Europa Ocidental prosperava.

Este é o ADN dos regimes comunistas: manter as suas populações oprimidas, seja pela ausência de

liberdade, seja pela falta de desenvolvimento económico e consequente pobreza do povo.

Por tudo isto, nunca é demais celebrar a queda do Muro de Berlim, pois é um dos símbolos maiores da

vitória da democracia sobre o regime comunista que, pese embora muitas vezes se tente fazer esquecer, e em

especial o russo, foi responsável, tal como o regime nazi, pela morte de milhões de pessoas. E isto, é preciso

não esquecer.

A Assembleia da República, reunida em Plenário, vem assim, com grande satisfação, congratular e saudar

todos os que tiveram um papel preponderante na queda do Muro de Berlim e todos quantos resistiram à

opressão provocada pelo regime comunista.

Palácio de São Bento, 9 de novembro de 2020.

O Deputado do CH, André Ventura.

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PROJETO DE VOTO N.º 382/XIV/2.ª

DE PESAR PELA EVOCAÇÃO DAS VÍTIMAS DOS MASSACRES DE PARACUELLOS, EM 1936

No passado dia 7 de novembro passaram, precisamente, 84 anos do início dos massacres de Paracuellos

de Jarama.

Entre a madrugada desse dia e o 4 de dezembro de 1936, sob a responsabilidade do governo republicano,

com ordens do líder comunista Santiago Carrillo, cerca de 5000 homens, mulheres e crianças foram levados

de várias prisões, sob o pretexto de serem libertados, para serem mortos por fuzilamento. Destes, 276 eram

menores, dos quais 50, eram apenas crianças, famílias inteiras foram dizimadas e acrescentadas ao número

bárbaro de mortes às mãos do comunismo, como tão bem a União Europeia reconheceu em 2019.

Nestes massacres foram fuzilados e enterrados em valas comuns, pelo exército republicano, sem acesso a

qualquer tipo de julgamento ou possibilidade de defesa, as vítimas eram sobretudo religiosos, professores,

jornalistas, juízes, contando-se entre as vítimas um antigo jogador de futebol do Real Madrid e Atlético de

Madrid, Monchín Triana.

Esta evocação contém uma lição preciosa para o nosso tempo, fazer memória é promover a cultura da

própria memória, recordando a História sem preconceitos, enviesamentos ou revisionismos, esta é uma das

responsabilidades desta casa num mundo cada vez mais polarizado, olhar para o passado sem as lentes de

ideologias que condicionam a realidade torna-se por isso um imperativo ético sem precedentes: «um povo sem

História é um povo sem memória».

Assim, a Assembleia da República, reunida em Plenário, exprime o seu pesar pelas vítimas, preservando

assim a memória como elemento essencial à reconciliação e à defesa dos valores fundamentais da

Humanidade.

Assembleia da República, 9 de novembro de 2020.

O Deputado do CH, André Ventura.

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