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II SÉRIE-B — NÚMERO 13

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PROJETO DE VOTO N.º 383/XIV/2.ª

DE SAUDAÇÃO PELO ARMISTÍCIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA MUNDIAL, ASSINADO A 11 DE

NOVEMBRO DE 1918

Faz neste 11 de novembro 102 anos que, à 11.ª hora do 11.º dia do 11.º mês de 1918, era assinado o

armistício da primeira Grande Guerra Mundial sendo assinado o acordo que representou o cessar-fogo que

temporariamente interrompeu aquela que era já então uma das mais mortíferas guerras da história.

Nesta contenda, Portugal viria a sofrer assinaláveis perdas quando em 1917, pelo envio de tropas

portuguesas, do Corpo Expedicionário Português para a Flandres, veria depois os seus homens envolvidos em

combates na França chegando a estar mobilizados quase 200 mil homens e verificando-se 10 mil mortos e

milhares de feridos, além dos custos económicos e sociais envolvidos.

Assinado pelos Aliados e pelo Império Alemão, perto de Compiègne, na França, pelo fim das hostilidades

na Frente Ocidental. O armistício foi fundamental na pacificação desejada ainda que se tenham mantido

combates ativos noutras regiões, especialmente pelos combates verificados entre os contingentes militares

afetos ao Império Russo e aos que se perfilavam por partes do antigo Império Otomano.

Ainda assim é historicamente inolvidável a importância deste dia naquele que viria a ser o curso da História

recente pelo que não podemos passar sem assinalar devidamente a data que neste dia cumpre mais um

aniversário e mantendo vivo o agradecimento a todos quantos o tornaram possível bem como o respeito à

memória histórica que assim se deve sempre preservar.

Desta forma, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, assinala esta data histórica que hoje

cumpre mais um aniversário, saudando a paz mundial e a memória de todos quantos a tornaram possível, não

esquecendo ainda todos quantos faleceram no decurso dos conflitos que o precederam.

Assembleia da República, 11 de novembro de 2020.

O Deputado do CH, André Ventura.

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PROJETO DE VOTO N.º 384/XIV/2.ª

DE CONDENAÇÃO PELOS MASSACRES DE MAIS DE 50 CIVIS, NO NORTE DE MOÇAMBIQUE, POR

MILITANTES ISLÂMICOS

No norte de Moçambique, um grupo extremista ligado ao DAESH (Estado Islâmico/Irmandade Muçulmana)

decapitou mais de 50 civis, entre a passada 6.ª feira e Domingo.

Os terroristas atacaram a aldeia de Nanjaba, em Cabo Delgado, disparando indiscriminadamente contra

todas as pessoas que encontravam, incendiando casas e gritando «Allahu Akbar».

Os terroristas atacaram depois a aldeia de Muatide, tendo transformado um campo de futebol em «campo

de extermínio».

O Chega, não só condena vivamente estes ataques, que vitimam pessoas por terem uma religião diferente

da dos terroristas, o que por si só é totalmente abjeto e condenável, mas também não entende a razão pela

qual o Governo português não inicia conversações com o governo de Moçambique, país irmão, para participar

militarmente no combate a essas forças terroristas, como o tem feito em vários países africanos, cujo interesse

geoestratégico é relativamente irrelevante para Portugal, considerando o interesse de outros países europeus.

Lançamos o apelo ao governo português, para que urgentemente, inicie conversações com o governo

Moçambicano, que já pediu ajuda internacional, no sentido de que as forças nacionais possam participar, de

forma decidida e determinante, pondo fim a estes crimes contra a Humanidade, pois que é exatamente disso

de que se trata.

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