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9 DE ABRIL DE 2022

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PROJETO DE VOTO N.º 21/XV/1.ª

DE CONDENAÇÃO PELA POSTURA DO PCP E DA INTERNACIONAL COMUNISTA EM RELAÇÃO AO

CONFLITO NA UCRÂNIA

Desde que na madrugada do passado dia 24 de fevereiro a Rússia decidiu invadir o território ucraniano,

violando assim todas as normas de direito internacional e a soberania daquele país, que o mundo tem assistido

incrédulo e horrorizado a um vasto conjunto de práticas e comportamentos só comparáveis com os horrores

vividos nas já longínquas grandes guerras.

De resto, tem sido assinalável a união entre praticamente todos os países livres e de quase todos os partidos

que compõem os seus parlamentos, em repudiar sem reservas esta bárbara invasão que já vitimou milhares de

pessoas e destruiu por completo o equilíbrio de todo um território nacional e a paz europeia em geral.

No entanto, em Portugal, o PCP parece continuar apostado em não ser tão claro nesta condenação tal como

foram todos os demais partidos, sendo já vários os momentos e episódios em que a falta desta mesma clareza

assume contrastes de inaceitabilidade face ao que representam e à leitura política que interna e externamente

dela resultam.

Exemplo disto mesmo foi a postura do PCP que perante a condenação de Portugal, enquanto estado membro

da União Europeia (UE) e da NATO, preferiu antes tecer duras considerações à NATO e aos EUA declarações,

de resto, absolutamente inaceitáveis e anacrónicas.

Também no Parlamento Europeu, a propósito de uma resolução que visava condenar a Rússia pela invasão

à Ucrânia, o PCP optou por votar contra, vindo depois os comunistas divulgar um comunicado em que

procurando justificar a sua tomada de posição, mais não fizeram que deixar bem claro um ziguezaguear

inaceitável nesta matéria.

Por fim, mais recentemente, quando Portugal encetou todos os esforços para que fosse possível ouvir o

Presidente Zelensky na Assembleia da República, o PCP decidiu uma vez mais manifestar-se contra essa

possibilidade, votando-a contra, atitude que se não envergonha o Partido Comunista Português, envergonha

com toda a certeza a Assembleia da República de Portugal, podendo inclusivamente minar as relações entre as

duas nações.

Assim, a Assembleia da República reunida em sessão plenária, bem manifestar a sua mais profunda e severa

condenação à postura do PCP e da Internacional Comunista em relação ao conflito na Ucrânia.

Palácio de São Bento, 6 de abril de 2022.

Os Deputados do CH: André Ventura — Bruno Nunes — Diogo Pacheco de Amorim — Filipe Melo — Gabriel

Mithá Ribeiro — Jorge Galveias — Pedro dos Santos Frazão — Pedro Pessanha — Pedro Pinto — Rita Matias

— Rui Afonso — Rui Paulo Sousa.

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PROJETO DE VOTO N.º 22/XV/1.ª

DE PESAR PELA MORTE DE ANTÓNIO REIS

Faleceu dia 5 de abril o ator António Reis, cofundador, entre outros, da Seiva Trupe, Companhia de Artes

Cénicas Portuguesa, e do FITEI – Festival de Teatro de Expressão Ibérica, ambos no Porto.

António Reis iniciou a sua atividade teatral no Conservatório do Porto, o Grupo dos Modestos, em 1964, onde

desde cedo se distinguiu, facto que, em 1970, o levou a integrar, como profissional, o Teatro Experimental do

Porto. Da passagem pelo TEP, onde ficou até 1973, destacam-se as suas interpretações em «Fim de Festa»,

de Beckett, ou «A Casa de Bernarda Alba», de Lorca.

Integrando o grupo dissidente de Angel Facio (GIT – Grupo Independente de Teatro), foi então cofundador

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