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15 | II Série C - Número: 074S1 | 28 de Julho de 2007


daquelas indústrias, nem tão pouco reconhece a heterogeneidade empresarial nas actuais abordagens aos mercados internacionais.
2 — Devem assinalar-se os resultados significativamente positivos, bem como apoiar-se o esforço estabelecido por algumas empresas da ITV, na resposta à progressiva perda de vantagem custo nos mercados internacionais. Da mesma forma, deve ser reconhecida a ainda permanência de muitas unidades de produção em estratégias empresariais insustentáveis, devendo continuar a ser auxiliada a sua modernização e qualificação.
3 — Situação substancialmente diferente relaciona-se com os impactos negativos que decorrem sobre a ITV nacional, resultantes de práticas comerciais desconformes das regulamentações europeias e internacionais. Neste âmbito, o esforço institucional na defesa de práticas concorrenciais saudáveis deve ser reconhecido, continuado e impulsionado, designadamente ao nível das instituições comunitárias e da Organização Mundial do Comércio.
4 — Considera-se que a economia portuguesa como um todo e o sector da ITV em Portugal devem ser capazes de reagir positivamente à dinâmica das vantagens comparativas, desenvolvendo competências inovadoras, ao nível da produção, do posicionamento e da comunicação. É esta a postura empresarial do progresso, da criação de valor e do emprego, que deve ser proactivamente apoiada pelo Estado, seja na sua componente económica seja no desenvolvimento de uma competente, abrangente e sólida base de sustentação social, dirigida designadamente aos sectores que, à semelhança da ITV, enfrentam os esforços mais duros nesta transição qualitativa na cadeia de valor.

O Grupo Parlamentar do PS considera que esta indústria tem futuro, e que se está adaptar às novas exigências da globalização decorrentes do novo panorama do comércio mundial, apesar das dificuldades inerentes e decorrentes do processo de reestruturação por efeito da Globalização e da abertura dos mercados, e fim das quotas, que ocorreu em Janeiro de 2005.
Um dos resultados mais positivos, que verificamos do facto de ter sido constituído este GT, foi o de podermos com esta iniciativa e este trabalho contribuir para a alteração da imagem negativa do sector.
Este foi, aliás, um dos aspectos mais importantes, que nos foi transmitido pelos empresários, que acabam por ver as suas boas empresas penalizadas, ao nível do acesso ao crédito, por aplicação de spreads demasiado elevados.
Foi também notório que, hoje, a China e a Índia já estão a produzir e a entrar em segmentos mais elevados, dado os investimentos que estão a fazer em pesquisa e em inovação, e que já estamos numa fase em que já está ultrapassada a ideia inicial de que estes países ainda estariam apenas a produzir produtos de baixa tecnologia.
Estes países têm que ser encarados cada vez mais, para além da visão que hoje sabemos já serem a «fábrica do mundo» e têm que passar a ser vistos como uma oportunidade, uma vez que são mercados de extrema importância, dado o peso da sua população no mundo, o que, aliás, e felizmente muitas empresas portuguesas já estão a fazer.
O objectivo deste GT é muito claro, pretendia-se avaliar as grandes questões estratégicas da ITV, e as suas ameaças e desafios.
Uma das mensagens mais fortes transmitidas por um empresário no decorrer da audição realizada é a ideia de que tudo pode mudar, e que tudo se pode mudar.
Ao longo dos tempos vários momentos de crise passaram por este sector, no entanto, muitas empresas sobreviveram, sabemos ainda, que embora talvez nunca tivesse sido confrontado com um desafio tão grande, o sector está a reestruturar-se, e que muitas empresas estão a nascer, não se sabe mesmo quantas, ao nível de pequenas e micro empresas, em nichos, como em termos de têxteis técnicos, etc.
O sector emprega directamente cerca de 210 mil pessoas, mas indirectamente envolve bastantes mais pessoas, se tivermos em conta, todos os níveis, quer ao nível da moda, da criação, da inovação, das universidades, etc.
Conhecemos o caso de empresas que têm sucesso pelos mais diferentes motivos. Empresas familiares, que já existem há muitos anos, e que se adaptaram, alterando por completo a sua estrutura e posicionamento, e que hoje são um caso de sucesso. Empresas que são novas, surgiram em determinados nichos de mercado, como a NaturaPura, e são um caso de sucesso. Empresas como a Dielmar, que já existem desde a década de 40, que se situam em regiões do interior, e no segmento do vestuário, e que ainda cá estão, e são um caso de sucesso.
Empresas que mudaram por completo o seu posicionamento no negócio, e que estão a entrar na comercialização e na distribuição, mesmo ao nível da internacionalização, adquirindo lojas, e que estão a ter sucesso.
Empresas que escolheram áreas muito técnicas, e que hoje são fornecedoras de grandes grupos, pelo seu saber e avanço em termos tecnológicos.
Empresas que, no fundo, a generalidade das pessoas não ouve falar, porque só quando há casos de encerramento elas ocupam as agendas mediáticas da comunicação social.