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25 DE MAIO DE 2013

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O Geoparque Açores assenta numa rede de 121 geosítios, dispersos pelas nove ilhas e pela zona marinha

envolvente, os quais asseguram a representatividade da geodiversidade do Arquipélago dos Açores, e

traduzem a sua história geológica e eruptiva, de cerca de 10 milhões de anos.

De entre estes, 57 geosítios foram selecionados como prioritários para o desenvolvimento de estratégias

de geoconservação e a implementação de ações de valorização no âmbito do Geoparque Açores, os quais se

distribuem pelas ilhas de Santa Maria (cinco), São Miguel (dez), Terceira (sete), Graciosa (cinco), São Jorge

(cinco), Pico (oito), Faial (seis), Flores (seis) e Corvo (três) e os fundos marinhos do Plateau dos Açores (dois).

Com a integração, em Março de 2013, do Geoparque Açores, a Rede Europeia de Geoparques passa a

integrar três territórios nacionais, em conjunto com o Geoparque Naturtejo da Meseta Meridional (desde 2006)

e o Geoparque Arouca (desde 2009). Reforça-se, ainda, a importância do Fórum Português de Geoparques,

dinamizado no âmbito da Comissão Nacional da UNESCO, o qual promove ações e iniciativas conjuntas e em

rede.

Assim, pelo reconhecimento internacional e pela preocupação central com o desenvolvimento sustentável

que são o cerne deste projeto, que muito contribui para a afirmação do património nacional, e, em concreto, do

Arquipélago dos Açores, os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista entendem que a

Assembleia da República deve assinalar a inclusão do Geoparque Açores na Rede Europeia de Geoparques

da UNESCO, felicitando, por tal facto, a GEOAÇORES — Associação Geoparque Açores e seus associados,

e, bem assim, a Região Autónoma dos Açores, pelo empenho que culminou no sucesso da candidatura.

A Sr.ª Presidente: — Vamos votar, agora, o voto n.º 128/XII (2.ª) — De congratulação pela atribuição do

Prémio Kenneth Hudson, do Fórum Europeu dos Museus, ao Museu da Comunidade Concelhia da Batalha

(PSD, PS, CDS-PP, PCP, BE e Os Verdes).

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

É o seguinte:

O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB), localizado junto ao Mosteiro de Santa Maria da

Vitória, assume-se como projeto museológico inovador, que promove a cultura, o conhecimento e o

património, num dos principais destinos turísticos do nosso País. A sua matriz assenta na linha da socio

museologia e pretende projetar a região onde se insere e as suas gentes.

No espaço do MCCB, os visitantes são convidados a percorrer o passado, o presente e até o futuro. Um

percurso que se inicia na formação do universo e que vai encontrar os primeiros vestígios da vida do território.

São mais de 250 milhões de anos nos quais se registam os vestígios geológicos e paleontológicos da região.

O Museu toma ainda contacto com as primeiras comunidades que habitaram o território que é hoje a Batalha,

com referências ao período do Paleolítico Inferior, Idade do Bronze, Idade do Ferro e a dominação romana,

com o destaque para a poderosa cidade romana de Collippo. A viagem cronológica segue, depois, para a

Idade Média e para a Batalha Real que marca a independência de Portugal, dita a construção do Mosteiro de

Santa Maria da Vitória, e a vida das gentes da Batalha. Os visitantes são também convidados a visitar a

Batalha atual, tomando contacto com a diversificada oferta turística da região, num espaço expositivo que

destaca ainda as áreas da natureza e biodiversidade.

O Museu disponibiliza ainda uma sala de exposições temporárias, resultantes de trabalhos de investigação

participada em colaboração com a comunidade. A primeira exposição intitula-se «O ensino na Batalha» e

contou com a ação conjunta entre técnicos do museu, alunos e professores.

Todo o percurso cronológico é ilustrado com um valioso e diversificado acervo, complementado com

recursos multimédia interativos.

O MCCB assume-se ainda como o Museu de todos, oferecendo um programa museológico potenciador de

experiências únicas e personalizadas e inclusivas. O Museu disponibiliza a todos os visitantes peças para

tocar, áudio e videoguias, entre outros equipamentos. Esta vontade de servir a «todos», no respeito pela

diferença, traduz-se em pequenos gestos que, todos somados, tornam este espaço acessível, confortável e

seguro.

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