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8 | I Série - Número: 039 | 29 de Janeiro de 2009

Protestos do PSD.

O PSD está fora deste mundo! O PSD é, porventura, o único partido da oposição na Europa que, em vez de reclamar ao Governo mais investimento, reclama que o Governo não faça investimento algum!

Vozes do PS: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Os senhores estão não apenas em divergência connosco, estão em divergência com o programa do Governo americano, com o programa do Governo alemão, com o programa do Governo francês e com o programa do Governo inglês.
A verdade é que isso não é novidade, porque a visão de sempre do PSD é a de que nós devemos ficar sentados à espera que a crise passe!

Vozes do PSD: — Não, não!!

O Sr. Primeiro-Ministro: — E nós achamos que este é o momento para o Estado agir, fazer alguma coisa, porque é isso que as empresas e as pessoas estão à espera que o Governo faça.
Todavia, Sr. Deputado, não temos apenas essa divergência, temos outras.

O Sr. Paulo Rangel (PSD): — Claro!»

O Sr. Primeiro-Ministro: — A segunda divergência é relativamente ao aumento dado aos funcionários públicos. Nós aumentámos os funcionários públicos em 2,9%, mas a bancada do PSD, ou o PSD, acha que não devíamos fazê-lo.

O Sr. Hugo Velosa (PSD): — Está a ler mal a notícia!

O Sr. Paulo Rangel (PSD): — Ou melhor: não sei bem se é a bancada ou se é a Direcção do PSD, porque há uma posição oficial e uma posição não oficial. Temos uma posição oficial, a de quem diz «2,9%, não!, isso é um contributo para a morte da economia portuguesa», e temos outra posição — presumo, não oficial — , que é a de quem diz «2,9%, sim!».
Afinal de contas, precisamos de saber em que é que ficamos!?

Vozes do PS: — Muito bem!

O Sr. Presidente: — Queira fazer o favor de concluir, Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — A terceira divergência é relativamente ao salário mínimo, e com isto termino, Sr. Presidente.
A verdade é esta: neste momento, nós queremos dar também melhores condições de acesso àquelas famílias que têm menores rendimentos, e o aumento do salário mínimo é um dos instrumentos para combater a pobreza e para elevar a níveis de vida dignos muitos trabalhadores portugueses.
Esta divergência com o PSD é que é incompreensível! Temos um partido que é contra o aumento do salário mínimo na proporção que nós decidimos.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Rangel.

O Sr. Paulo Rangel (PSD): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, registo, e nunca deixarei de registar, que não respondeu à pergunta que lhe fiz sobre a taxa social única.

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