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I SÉRIE — NÚMERO 72

48

Pausa.

O quadro eletrónico regista 209 presenças, às quais se acrescentam 4 (Deputada do PS Inês de Medeiros,

Deputados do PSD Cristóvão Norte e Luís Leite Ramos e Deputado do CDS-PP Telmo Correia), perfazendo

213 Deputados, pelo que temos quórum para proceder às votações.

Em primeiro lugar, como consta no guião de votações, procederemos, após leitura, à votação de três votos

de pesar. Informo que os Srs. Membros do Governo permanecerão na Sala, associando-se aos votos de

pesar.

Assim sendo, começamos pelo voto n.º 265/XII (4.ª) — De pesar pelo falecimento do jornalista Tolentino de

Nóbrega (PS).

A Sr.ª Secretária, Deputada Rosa Albernaz, vai fazer o favor de o ler.

Tem a palavra.

A Sr.ª Secretária (Rosa Albernaz): — Sr.ª Presidente e Srs. Deputados, o voto é do seguinte teor:

«Tolentino de Nóbrega faleceu na madrugada de terça-feira, 7 de abril de 2015. Uma vida dedicada ao

‘jornalismo sem medo’, a uma ‘admirável resistência’ iniciada aos 20 anos no Comércio do Funchal, que

transita para o DiáriodeNotícias do Funchal em 1974. Outros 20 anos de persistência, independência e

coragem reconhecida ontem e hoje por políticos e colegas de profissão.

O também professor de Geometria Descritiva, licenciado pela Escola Superior de Artes Plásticas da

Madeira, apaixonou-se pelos avanços gráficos e pela equipa que fundou, em 1990, o jornal Público.

Gostava de escrever de uma forma simples, concisa e objetiva, sem os adjetivos que hoje qualificam a sua

vida: corajoso, independente, persistente, incansável, discreto, fatual, despojado, resiliente.

Em 2006, foi um dos seis jornalistas condecorados com o grau de Comendador da Ordem do Infante D.

Henrique pelo então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

Em 1998, já havia recebido o Prémio Gazeta. ‘Sem uma imprensa livre não há democracia’, disse na

ocasião.

Desde cedo, envolveu-se também na regulação da profissão, tendo sido secretário da mesa da assembleia

geral do Sindicato dos Jornalistas (1985/86) e vice-presidente da assembleia geral (1996/97), além de membro

do conselho geral do sindicato, entre 2002 e 2012. Integrava agora, como suplente, a lista da Comissão da

Carteira Profissional de Jornalistas, função para a qual já tinha sido eleito, também enquanto suplente, entre

2008 e 2011.

Merecia o respeito de todos os democratas e amantes da liberdade em circunstâncias reconhecidamente

difíceis. Soube enobrecer a sua função de jornalista.

Tinha um ‘heroísmo quixotesco’ ou ‘a capacidade de contar a realidade com tanta verdade quanto for

possível e sem depender da versão oficial que se quer impor às pessoas’, descrevem os amigos e colegas de

profissão.

Tolentino de Nóbrega tinha 62 anos, mais de 40 de jornalismo.

Os Deputados da Assembleia da República prestam à família enlutada o seu mais sincero pesar.»

A Sr.ª Presidente: — Srs. Deputados, vamos proceder à votação do voto n.º 265/XII (4.ª).

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Passamos ao voto n.º 266/XII (4.ª) — De pesar pelo falecimento do cineasta Manoel de Oliveira (PSD, PS,

PCP, CDS-PP, BE e Os Verdes).

Peço ao Sr. Secretário, Deputado Raúl de Almeida, o favor de ler o voto.

O Sr. Secretário (Raúl de Almeida): — Sr.ª Presidente e Srs. Deputados, o voto é do seguinte teor:

«Faleceu, no passado dia 2 abril de 2015, Manoel de Oliveira, artista incansável, figura impar da cultura

portuguesa que, aos 106 anos, era o mais velho cineasta no ativo em todo o mundo.

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