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I SÉRIE — NÚMERO 14

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O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — O Sr. Deputado André Ventura também está a pedir a palavra

para fazer uma interpelação à Mesa?

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, é no mesmo sentido, porque acho que ficou claro — e o

Sr. Primeiro-Ministro também o confirmará — que o Sr. Primeiro-Ministro se estava a referir a um acordo

permanente de Governo, e nisso estamos os dois de acordo em que não há nenhum acordo.

O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Sr. Deputado, já está entendido.

O Sr. André Ventura (CH): — Chegámos a acordo nestas matérias e acho que o assumimos.

O Sr. Presidente (Marcos Perestrello): — Sr. Deputado, obrigado.

Srs. Deputados, podemos prosseguir com os Deputados que estão inscritos na sua ordem para falar?

Tem a palavra a Sr.ª Deputada Mariana Vieira da Silva, do Partido Socialista, para pedir esclarecimentos.

A Sr.ª Mariana Vieira da Silva (PS): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, fico muito feliz por ver o

Sr. Primeiro-Ministro, à semelhança de outros membros do Governo, a finalmente compreender que o SNS

quase sempre corre bem. Mas isso já era verdade em 2023, quando Luís Montenegro dizia que o SNS estava

a colapsar e era preciso um murro na mesa.

O Sr. Porfírio Silva (PS): — Exatamente!

A Sr.ª Mariana Vieira da Silva (PS): — Já era verdade em 2024, quando podíamos ler o seguinte nos

jornais: «“O País precisa de perceber porque está a morrer tanta gente”: Luís Montenegro sobre a capacidade

de resposta do SNS.»

O Sr. Hugo Soares (PSD): — Já percebemos!

A Sr.ª Mariana Vieira da Silva (PS): — Ora, Sr. Primeiro-Ministro, só se pode agora queixar da utilização

de casos dramáticos para pedir respostas ao Governo quem não fez isto no passado, e nós lembramo-nos

muito bem.

Aplausos do PS.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Qual foi o caso? Isso não é sério, esperava mais de si!

A Sr.ª Mariana Vieira da Silva (PS): — Sr. Primeiro-Ministro, o País continua, mês após mês, a ter mais

portugueses sem médico de família e a ter dificuldades na retenção de profissionais. E há uma questão: é que

isto não se resolverá enquanto, de cada vez que tem um problema, o Governo anunciar o reforço e a

valorização dos prestadores de serviços. Se o que nós temos é um problema de escassez de recursos

humanos e se valorizamos aqueles que escolhem não estar no SNS, criamos mais problemas para a

atratividade do SNS.

Mas queria terminar, Sr. Primeiro-Ministro, dizendo-lhe que, há um ano, no debate sobre o estado da

Nação, lhe coloquei uma questão sobre os helicópteros de emergência e o Sr. Primeiro-Ministro não só não

respondeu como não fez nada. Estamos, neste momento, sem helicópteros de emergência noturna e já vários

Deputados aqui perguntaram sobre isso e todos ficaram sem resposta.

A pergunta é simples. Quando é que o Governo pode garantir que teremos os quatro helicópteros de

emergência noturna com que está comprometido?

Aplausos do PS.